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Medeiros critica STF por barrar prorrogação da CPMI do INSS e fala em “interferência” no Legislativo

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Medeiros critica STF por barrar prorrogação da CPMI do INSS e fala em “interferência” no Legislativo

O deputado federal José Medeiros criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a prorrogação da investigação da CPMI do INSS. Segundo o parlamentar, a medida representa uma interferência direta do Judiciário no Legislativo e prejudica as investigações sobre o roubo dos aposentados.

A comissão apurava fraudes que vitimaram cerca de 4 milhões de aposentados e possíveis conexões do caso com o Banco Master. Para Medeiros, ao barrar a continuidade da CPMI, ministros do STF “blindaram” os investigados.

“Infelizmente, os ministros do STF fizeram interferência na atuação da CPMI, no Legislativo, e simplesmente blindaram tudo. Foram escandalosas as falas da maioria dos ministros. Fica aqui a nossa solidariedade a todo o povo brasileiro, ao ministro André Mendonça e a tristeza de ver o que está acontecendo”, comentou o parlamentar.

O deputado afirmou que o episódio demonstra a necessidade de mudanças no Senado e questionou a atuação de ministros do STF, citando a situação de presos no país, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não é possível que o país fique refém de ministros que estão fazendo negócio, que viraram advogados de bandidos. A imprensa está noticiando aí que um ministro recebeu R$ 80 milhões através da sua esposa, que ele teve reuniões com essa pessoa, e isso ficar por isso mesmo, simplesmente se blindarem?”, questionou.

Medeiros classificou a situação como absurda e disse que, enquanto o governo e o STF trabalham para “blindar os seus”, centenas de pessoas seguem presas sem ter cometido crime.

“É um absurdo ver isso acontecer enquanto milhares de pessoas estão presas sem ter cometido crime algum. Manter o presidente Jair Bolsonaro preso é interferência direta no processo eleitoral, ele está incomunicável. Isso é uma ditadura escancarada, e nós precisamos mudar isso”, afirmou.

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Flávia Moretti mira reeleição em 2028 e atribui entraves da gestão a conflitos com a Câmara

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Prefeita de Várzea Grande afirma que impasses com a Mesa Diretora dificultaram a execução de projetos e aposta em nova relação com os vereadores para ampliar entregas à população.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), já projeta a disputa pela reeleição em 2028 e afirma que pretende fortalecer a administração municipal para ampliar os resultados da gestão. Em declaração recente, a chefe do Executivo atribuiu parte das dificuldades enfrentadas pela Prefeitura à falta de entendimento com a atual direção da Câmara Municipal, presidida por Wanderley Cerqueira (MDB).

Segundo Moretti, os conflitos entre os dois poderes impediram o avanço de iniciativas que, na avaliação dela, poderiam beneficiar diretamente a população. A prefeita defende uma relação institucional mais próxima com os parlamentares e considera que uma mudança no comando do Legislativo pode facilitar a tramitação de projetos do Executivo.

“Muita coisa eu não consegui fazer para a população de Várzea Grande por não conseguir ter essa união da Mesa Diretora, do presidente da Câmara”, afirmou a prefeita, conforme publicação do portal O Documento.

Disputa pela Câmara entra no cenário político

A relação entre a Prefeitura e a Câmara tem sido marcada por divergências sobre projetos, orçamento e a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028.

Flávia aposta no vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), seu aliado político, para assumir a presidência do Legislativo. A expectativa é que uma composição mais alinhada com o Executivo contribua para acelerar votações e ampliar a capacidade de execução das ações municipais

A disputa pelo comando da Câmara ganhou um capítulo jurídico após a eleição antecipada realizada em maio, quando Wanderley Cerqueira venceu Lucas por 12 votos a 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o pleito por entender que a votação contrariou os parâmetros estabelecidos para a escolha das mesas diretoras.

Projetos e orçamento no centro dos impasses

Os desentendimentos também atingiram propostas administrativas. Entre os episódios citados está a dificuldade para avançar com um projeto que previa R$ 6,9 milhões destinados à saúde municipal, provenientes de emendas parlamentares estaduais e federais.

Outro ponto de divergência envolve a margem para remanejamento de recursos do orçamento sem autorização legislativa. A prefeita já afirmou que as limitações dificultam decisões administrativas e aumentam a dependência de votações na Câmara

Meta é ampliar entregas e buscar novo mandato

Apesar dos obstáculos apontados, Moretti afirma que pretende continuar trabalhando e apresentar resultados para a população várzea-grandense. A prefeita declarou que buscará a reeleição e defendeu uma gestão construída em conjunto com os vereadores.

“Agora eu corro atrás da minha reeleição”, afirmou.

O cenário indica que a relação entre Executivo e Legislativo continuará sendo um dos principais temas da política municipal, com reflexos sobre a tramitação de projetos, o planejamento orçamentário e a organização dos grupos políticos de olho em 2028.

VIPMT — Informação e bastidores da política de Mato Grosso.

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