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Mendes avalia como adequada decisão do STF que concedeu prisão domiciliar a Bolsonaro

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), comentou nesta quarta-feira (25) a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, a medida foi acertada diante do estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Segundo Mendes, a condição clínica de Bolsonaro justificava a mudança no regime de cumprimento da pena. “Ele estava debilitado, em uma situação que exigia esse tipo de medida. Foi uma decisão adequada”, afirmou.

O governador também comparou o caso ao do ex-presidente Fernando Collor, que já teve prisão domiciliar concedida por razões médicas. Na avaliação dele, não há indícios de interferência política na decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Apesar disso, Mendes reconheceu o peso político de Bolsonaro e o impacto que a medida pode ter no cenário eleitoral. “É uma liderança expressiva, com forte influência em diversos segmentos. Naturalmente, isso pode refletir nas eleições”, pontuou, acrescentando que vê com bons olhos o fato de o ex-presidente estar em casa durante a recuperação.

A prisão domiciliar será cumprida após a alta hospitalar de Bolsonaro, internado desde o dia 13 no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana.

De acordo com a decisão de Moraes, o benefício terá duração inicial de 90 dias. Ao fim desse prazo, a situação deverá ser reavaliada, podendo haver nova perícia médica para definição sobre a continuidade da medida.

O ministro também determinou o uso de tornozeleira eletrônica durante o período de prisão domiciliar.

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Flávia Moretti mira reeleição em 2028 e atribui entraves da gestão a conflitos com a Câmara

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Prefeita de Várzea Grande afirma que impasses com a Mesa Diretora dificultaram a execução de projetos e aposta em nova relação com os vereadores para ampliar entregas à população.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), já projeta a disputa pela reeleição em 2028 e afirma que pretende fortalecer a administração municipal para ampliar os resultados da gestão. Em declaração recente, a chefe do Executivo atribuiu parte das dificuldades enfrentadas pela Prefeitura à falta de entendimento com a atual direção da Câmara Municipal, presidida por Wanderley Cerqueira (MDB).

Segundo Moretti, os conflitos entre os dois poderes impediram o avanço de iniciativas que, na avaliação dela, poderiam beneficiar diretamente a população. A prefeita defende uma relação institucional mais próxima com os parlamentares e considera que uma mudança no comando do Legislativo pode facilitar a tramitação de projetos do Executivo.

“Muita coisa eu não consegui fazer para a população de Várzea Grande por não conseguir ter essa união da Mesa Diretora, do presidente da Câmara”, afirmou a prefeita, conforme publicação do portal O Documento.

Disputa pela Câmara entra no cenário político

A relação entre a Prefeitura e a Câmara tem sido marcada por divergências sobre projetos, orçamento e a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028.

Flávia aposta no vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), seu aliado político, para assumir a presidência do Legislativo. A expectativa é que uma composição mais alinhada com o Executivo contribua para acelerar votações e ampliar a capacidade de execução das ações municipais

A disputa pelo comando da Câmara ganhou um capítulo jurídico após a eleição antecipada realizada em maio, quando Wanderley Cerqueira venceu Lucas por 12 votos a 11. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o pleito por entender que a votação contrariou os parâmetros estabelecidos para a escolha das mesas diretoras.

Projetos e orçamento no centro dos impasses

Os desentendimentos também atingiram propostas administrativas. Entre os episódios citados está a dificuldade para avançar com um projeto que previa R$ 6,9 milhões destinados à saúde municipal, provenientes de emendas parlamentares estaduais e federais.

Outro ponto de divergência envolve a margem para remanejamento de recursos do orçamento sem autorização legislativa. A prefeita já afirmou que as limitações dificultam decisões administrativas e aumentam a dependência de votações na Câmara

Meta é ampliar entregas e buscar novo mandato

Apesar dos obstáculos apontados, Moretti afirma que pretende continuar trabalhando e apresentar resultados para a população várzea-grandense. A prefeita declarou que buscará a reeleição e defendeu uma gestão construída em conjunto com os vereadores.

“Agora eu corro atrás da minha reeleição”, afirmou.

O cenário indica que a relação entre Executivo e Legislativo continuará sendo um dos principais temas da política municipal, com reflexos sobre a tramitação de projetos, o planejamento orçamentário e a organização dos grupos políticos de olho em 2028.

VIPMT — Informação e bastidores da política de Mato Grosso.

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