Mato Grosso

Polícia Civil desarticula esquema de tráfico delivery e prende suspeito que operava a partir da casa da sogra

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Um traficante que atuava com a entrega de drogas e mantinha um ponto estratégico de distribuição de entorpecentes em Alta Floresta foi preso em flagrante pela Polícia Civil, em operação realizada no final da quinta-feira (12.2), no município.

A ação, fruto de um minucioso trabalho investigativo, culminou na prisão do traficante, de 25 anos, que utilizava o disfarce de entregador para realizar a venda de drogas na modalidade “delivery”.

As investigações conduzidas pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Alta Floresta com o apoio operacional da Divisão de Repressão a Entorpecentes identificaram que o suspeito utilizava a casa da própria sogra como centro das operações ilícitas e depósito dos entorpecentes.

Com base nos elementos apurados, os policiais efetuaram o monitoramento e a abordagem do suspeito no final da tarde, no momento em que ele saía da residência.

Em buscas no local, foram apreendidas 92 porções de cocaína, balança de precisão, contabilidade do tráfico de drogas, além de um revólver calibre 38 e mais de 50 munições calibres 38 e 9mm.

Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e o suspeito conduzido à Delegacia de Alta Floresta, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo e munições.

O delegado responsável pela operação, André Victor de Oliveira Leite, destacou que a intervenção foi fundamental não apenas para interromper o comércio de drogas, mas para retirar de circulação arma de fogo e munições que poderiam ser utilizadas na prática de crimes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Janete Riva negocia acordo e juíza suspende ação sobre desvio na AL

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A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, suspendeu por 30 dias a ação de improbidade administrativa contra a ex-secretária Janete Riva, pelo desvio de um cheque de R$ 12 mil usado para a compra de gado.

O pedido foi feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitou a suspensão por 90 dias. O motivo alegado foi que as partes estavam conversando para tentar um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC), uma espécie de “confissão” para resolver o caso sem uma sentença condenatória definitiva.

O próprio MP foi quem ajuizou a ação, acusando Janete Riva de ter participado de um esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na década de 2000.

 

A suspeita é que o esquema pagava empresas “fantasmas” por serviços que nunca foram prestados, a fim de desviar o dinheiro público. No caso de Janete, foi apontado que um dos cheques, no valor de R$ 12 mil, emitido para uma dessas empresas, acabou sendo usado para pagar a compra de 200 cabeças de gado para ela.

O marido de Janete, o ex-deputado estadual José Riva, era réu nesse mesmo processo, mas o caso contra ele foi encerrado porque fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, confessando sua participação nos desvios.

Janete já havia sido condenada a devolver R$ 6 mil em 1ª instância, porém, em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça (TJMT) anulou essa condenação, inocentando-a por falta de provas.

“Assim, defiro parcialmente o pedido do requerente e suspendo o processo pelo prazo de trinta (30) dias, prazo este que se mostra proporcional, razoável e suficiente para a finalidade almejada, sem comprometer a duração razoável do processo”, decidiu a magistrada.

Se o acordo for fechado, o processo pode ser resolvido sem a necessidade de uma sentença condenatória definitiva. Caso não aconteça o acordo, o processo seguirá para a fase instrutória.

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