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Polícia Civil prende homem que agrediu companheira com garrafa de vidro e a manteve em cárcere privado

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A Polícia Civil prendeu, nesse sábado (08.11), um homem acusado de agredir, ameaçar e manter a companheira, de 46 anos, em cárcere privado, no bairro Renascer, em Campos de Júlio.

O caso começou por volta das 13h da sexta-feira (07.11), quando o suspeito, que convivia com a vítima há cerca de quatro meses, chegou em casa gritando que havia usado drogas, com sinais de embriaguez e passou a xingá-la e agredi-la com uma camiseta.

Segundo relato da vítima à equipe da Delegacia de Campos de Júlio, a motivação era ciúmes. Em meio aos xingamentos, o suspeito pegou uma garrafa de cerveja, que estava em cima da mesa, e arremessou na direção da vítima, acertando o rosto dela na altura da sobrancelha.

Em seguida, ele agarrou o pescoço dela, tentou enforcá-la, a jogou no chão e tentou chutá-la. Ele continuou a violência pegando uma marreta, um facão e uma faca e passando a ameaçá-la dizendo que não era para ela ligar para pedir ajuda, senão a mataria.

A vítima disse à polícia, que o suspeito ficava próximo à porta, para impedi-la de sair. As ameaças de morte continuaram, com a marreta nas mãos do suspeito, por todo o dia e a noite da sexta-feira (07.11) e a madrugada do sábado (08.11). Somente às 06h o suspeito dormiu e a vítima conseguiu fugir e ir até a Delegacia de Campos de Júlio.

A mulher conseguiu registrar em imagens e vídeos parte das agressões e ameaças que viveu e entregou os registros à equipe policial. Diante disso, os policiais civis foram até a casa, prenderam o suspeito em flagrante e o levaram para a delegacia.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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