Mato Grosso
Polícias Civis de MT e MG cumprem 20 mandados contra núcleo de grupo suspeito de golpes pela internet
Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quarta-feira (25.2), 20 ordens judiciais no âmbito da Operação Couraça, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais, contra um grupo criminoso envolvido em golpes pela internet.
Em Mato Grosso, policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá atuam no cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais, indicam que o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 9 milhões com a prática de diversos tipos de golpes pelo país.
Um dos núcleos do grupo criminoso está instalado em Cuiabá e Várzea Grande. Os membros desse núcleo são investigados por aplicar o golpe conhecido como falso intermediador de vendas de veículos em vítimas moradoras de Minas Gerais.
Os suspeitos atuavam na clonagem de anúncios reais de venda de veículos na internet, passando a se apresentar como intermediários das negociações. Com isso, os golpistas conseguiam ludibriar simultaneamente vendedores e compradores, direcionando os pagamentos para contas bancárias indicadas pelo grupo.
As ordens judiciais têm como foco a desarticulação do grupo criminoso envolvido em crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Outros estados
Além das ordens judiciais em Mato Grosso, são cumpridos, na operação, outros 15 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva nos estados de São Paulo, Paraná, Paraíba, Piauí e Mato Grosso do Sul, todos referentes à operação.
As ordens judiciais nos estados mencionados são decorrentes de investigações sobre a prática do crime de estelionato em outras modalidades, que não a venda de veículos na internet.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Janete Riva negocia acordo e juíza suspende ação sobre desvio na AL
A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, suspendeu por 30 dias a ação de improbidade administrativa contra a ex-secretária Janete Riva, pelo desvio de um cheque de R$ 12 mil usado para a compra de gado.
O pedido foi feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitou a suspensão por 90 dias. O motivo alegado foi que as partes estavam conversando para tentar um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC), uma espécie de “confissão” para resolver o caso sem uma sentença condenatória definitiva.
O próprio MP foi quem ajuizou a ação, acusando Janete Riva de ter participado de um esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na década de 2000.
A suspeita é que o esquema pagava empresas “fantasmas” por serviços que nunca foram prestados, a fim de desviar o dinheiro público. No caso de Janete, foi apontado que um dos cheques, no valor de R$ 12 mil, emitido para uma dessas empresas, acabou sendo usado para pagar a compra de 200 cabeças de gado para ela.
O marido de Janete, o ex-deputado estadual José Riva, era réu nesse mesmo processo, mas o caso contra ele foi encerrado porque fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, confessando sua participação nos desvios.
Janete já havia sido condenada a devolver R$ 6 mil em 1ª instância, porém, em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça (TJMT) anulou essa condenação, inocentando-a por falta de provas.
“Assim, defiro parcialmente o pedido do requerente e suspendo o processo pelo prazo de trinta (30) dias, prazo este que se mostra proporcional, razoável e suficiente para a finalidade almejada, sem comprometer a duração razoável do processo”, decidiu a magistrada.
Se o acordo for fechado, o processo pode ser resolvido sem a necessidade de uma sentença condenatória definitiva. Caso não aconteça o acordo, o processo seguirá para a fase instrutória.
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