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Presidente da AL aponta logística como chave do crescimento de MT

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A defesa por segurança jurídica, fortalecimento institucional e ampliação da infraestrutura marcou a fala do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, durante o Fórum Economia e Desenvolvimento Institucional, realizado na manhã desta terça-feira (14.04). Ao comentar o papel do Estado no cenário nacional e internacional, Russi destacou que Mato Grosso precisa consolidar um ambiente previsível para atrair investimentos e sustentar o crescimento econômico.

Segundo ele, a parceria entre a Assembleia e o LIDE tem como objetivo ampliar o debate com o setor produtivo e aproximar instituições públicas de investidores e lideranças nacionais. Russi ressaltou que o Estado, mesmo com população menor em relação a outras unidades da federação, tem peso relevante na balança comercial brasileira, impulsionado principalmente pela produção de commodities.

“O evento busca justamente isso: relacionamento, troca de experiências e conhecimento. É uma forma de vender os potenciais de Mato Grosso e também mostrar o que temos feito para desenvolver o Estado”, afirmou.

O presidente da ALMT pontuou que o crescimento acelerado exige planejamento e continuidade de políticas públicas que garantam competitividade. Nesse contexto, ele reforçou que fatores como logística, transporte e carga tributária são determinantes para ampliar a presença de Mato Grosso no mercado internacional.

Russi também enfatizou a necessidade de instituições fortes e organizadas para assegurar confiança ao investidor. “O empresário precisa ter segurança jurídica para investir, gerar emprego, renda e desenvolvimento. O Estado precisa ser previsível e dar estabilidade para quem quer produzir”, disse.

Ao abordar a infraestrutura, o deputado destacou os avanços recentes, como a ampliação da malha viária estadual, investimentos em aeroportos e a aprovação, pela Assembleia, da primeira ferrovia estadual do país. Segundo ele, o modal ferroviário já avança em regiões estratégicas e deve melhorar o escoamento da produção.

Ainda na área logística, Russi citou a importância da Ferrogrão, cujo andamento depende de decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). “Essa definição é fundamental para garantir uma via importante de escoamento da produção”, pontuou.

Sobre o fim do Fethab 2, anunciado pelo Governo do Estado a partir do próximo ano, o presidente da ALMT avaliou que a decisão é pontual e relacionada ao momento enfrentado pelo agronegócio, especialmente diante de oscilações de preços e aumento de custos de produção.

“Entendo que o Governo avaliou que não há necessidade de prorrogar neste momento. Se não houver envio de projeto, a Assembleia não terá esse debate. Só discutiremos se houver proposta do Executivo”, explicou.

Apesar da mudança, Russi afirmou que Mato Grosso tem mantido investimentos consistentes em infraestrutura nos últimos anos, o que, segundo ele, sustenta a capacidade de crescimento do Estado mesmo diante de ajustes fiscais.

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TJMT barra eleição do SISMA e impõe multa diária à comissão

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu o processo eleitoral do SISMA/MT e impôs multa diária de R$ 500 à comissão eleitoral e ao sindicato por descumprirem a ordem judicial que determinou o retorno da Chapa 01 à disputa.

A crise na eleição do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA/MT) ganhou contornos de grave confronto institucional. O desembargador Márcio Aparecido Guedes, da Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reiterou a ordem de suspensão imediata de todo o pleito sindical do triênio 2026/2029 e fixou multa diária de R$ 500,00 contra o sindicato e os membros da Comissão Eleitoral diante da recusa em reincluir a Chapa 01 na disputa.
A decisão colegiada atesta uma manobra deliberada para contornar a ordem judicial anterior deferida no plantão pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, que já havia determinado a reinserção da chapa encabeçada por Mavenier Benedito Arruda e Silva ou a paralisação do certame. Mesmo intimada formalmente da liminar às 11h45 do dia 7 de outubro, a Comissão Eleitoral manteve o sistema de votação eletrônica ativo exclusivamente com as Chapas 02 e 03.
Para além de ignorar a inclusão da oposição na plataforma virtual, a direção eleitoral publicou uma nota anunciando o prosseguimento da votação e convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 16 de outubro com a intenção de “ratificar ou rejeitar” o indeferimento da Chapa 01. O relator classificou a atitude como uma evidente resistência e tentativa de esvaziar o controle da Justiça, determinando medidas enérgicas para preservar a autoridade judicial:
* Paralisação completa dos atos eleitorais: Fica expressamente suspensa qualquer apuração, contagem de votos, proclamação de resultado ou posse de chapa para a gestão 2026/2029.
* Bloqueio da manobra em assembleia: O tribunal barrou preventivamente qualquer deliberação da assembleia marcada para 16 de outubro referente à impugnação da Chapa 01 e aos atos da Comissão Eleitoral, mantendo os ofícios sob efeito suspensivo.
* Multa pessoal e solidária: A penalidade financeira de R$ 500,00 por dia de descumprimento incide de maneira solidária sobre os patrimônios do sindicato e dos integrantes da própria Comissão Eleitoral.
O despacho do TJMT deixa claro que a tentativa de impor uma votação sem paridade de armas não terá validade jurídica. Ao insistir em conduzir o pleito à margem da determinação legal, os responsáveis pelo processo colocaram a eleição da saúde estadual em total paralisia, respondendo agora sob risco de sanções coercitivas financeiras e eventual anulação definitiva dos votos computados.

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