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Presidente do TCE cobra melhorias no serviço antes de renovação com a Energisa em MT

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, cobrou uma série de melhorias na infraestrutura energética do estado como condição para a continuidade do contrato com a Energisa-MT. A renovação da concessão, prevista para 2027, deve garantir metas de investimentos no serviço, apontado como entrave à industrialização e ao desenvolvimento do estado.

De acordo com Sérgio Ricardo, a baixa qualidade da rede elétrica tem limitado a industrialização.  “Em Cuiabá, por exemplo, no Distrito Industrial, a energia elétrica é de péssima qualidade. Poucos municípios têm energia trifásica. Não tem como uma indústria se instalar se não houver energia trifásica. Não há desenvolvimento sem industrialização, que é o que gera emprego.”

Desta forma, o estado perde a atratividade para novos empreendimentos, o que amplia também as desigualdades entre as regiões. “A ausência de um fornecimento de energia condizente com as necessidades do estado impacta diretamente o atraso do desenvolvimento produtivo. A concessionária de energia tem grande responsabilidade no fato de Mato Grosso seguir com baixa industrialização”, acrescentou.

Em 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um termo que autoriza a renovação dos contratos de distribuição por mais 30 anos para as concessionárias com vencimento entre 2025 e 2031. Apesar de prever critérios como exigência de indicadores mínimos de continuidade do fornecimento, resiliência das redes e satisfação dos consumidores, a proposta vem sendo questionada.

Com cerca de 1,56 milhão de unidades consumidoras, Mato Grosso tem a terceira tarifa média de energia mais alta do país, de R$ 1.048 por megawatt-hora (MWh), segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Ainda assim, um estudo recente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) endossa a fala do presidente, de que a má qualidade do serviço vem impedindo o avanço da economia mato-grossense.

Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encaminhou ao Ministério de Minas e Energia (MME) um relatório com denúncias sobre falhas recorrentes no fornecimento de energia. O documento, elaborado a partir de audiências públicas, deve subsidiar a análise do governo federal sobre a renovação da concessão ou a eventual adoção de um novo modelo de distribuição.

Para Sérgio Ricardo, um dos pontos centrais a serem considerados neste processo é a falta de linhões e de rede trifásica no interior. “Até hoje, nesses 30 anos de concessão, a Energisa não conseguiu universalizar energia com qualidade no estado. Então este é um assunto que precisa ser discutido com muita profundidade e que será acompanhado ainda mais de perto pelo TCE.”

Neste cenário, o presidente ressalta que, para além da expansão produtiva, as exigências de melhoria envolvem a redução das desigualdades e a qualidade de vida da população. “Temos que discutir o amanhã de Mato Grosso, que é um estado rico cada vez mais pobre. Não há outro caminho senão promover crescimento e desenvolvimento, pensando em um processo que alcance todos os municípios”, concluiu.

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Pivetta assume escolha de Gisela Simona: “Foi uma decisão minha”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a indicação da deputada federal Gisela Simona (União Brasil) para compor sua chapa foi uma decisão pessoal, tomada após receber liberdade dos partidos aliados para definir o nome.

Pivetta afirmou que já tinha Gisela entre as possibilidades para a composição e que foi ele quem tomou a iniciativa de fazer o convite. A decisão, de acordo com o governador, contou com o aval da base. “Foi uma escolha pessoal, minha. Os partidos da base me deram essa liberdade. Os meus companheiros dessa jornada me deram essa liberdade de escolher. E eu convidei ela, ela prontamente aceitou”, declarou.

O governador contou que sua preferência já era por uma mulher da Baixada Cuiabana e que Gisela se encaixava no perfil que vinha sendo buscado para a chapa. “Eu sempre sinalizava para vocês que a minha preferência era uma mulher da Baixada Cuiabana. Eu sempre tive em mente um dos nomes, sempre a tive como uma das possibilidades”, afirmou.

A declaração reforça o protagonismo de Pivetta na montagem da chapa, em um momento de mudanças provocadas pela saída de Fábio Garcia. O deputado federal havia sido escolhido anteriormente para a composição, mas deixou a disputa após os desdobramentos da Operação Heritage.

Pivetta afirmou que ficou triste com a saída de Garcia, mas disse manter confiança no deputado e voltou a defender que ele conseguirá esclarecer sua situação. “Tenho confiança no Fábio, tenho certeza que ele vai sair maior. Eu já fui acusado e fui também inocentado. A gente sofre, não sabemos o tempo que vai demorar, mas tenho certeza que o Fábio vai sair ileso desse episódio”, disse.

A mudança abriu espaço para Gisela, que foi chamada pessoalmente pelo governador para integrar a chapa.

Ao apresentar a deputada, Pivetta destacou principalmente sua trajetória no serviço público. Gisela atua há 25 anos na área e também teve passagem pelo Procon. “Estou muito feliz com a visita da minha companheira de chapa, nossa deputada doutora Gisela. Uma vida dedicada ao serviço público, 25 anos já de serviço público, dedicada a quem mais precisa”, afirmou

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