Mato Grosso

Seduc lança concurso artístico para selecionar capas dos materiais didáticos de 2026 da rede estadual

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) publicou o Edital nº 025/2025/GS/SEDUC/MT, que regulamenta o Concurso Artístico responsável por selecionar as artes das capas dos materiais didáticos do Sistema Estruturado de Ensino (SEE/MT) para o ano letivo de 2026/2027. A iniciativa valoriza a expressão artística dos estudantes e incentiva o protagonismo juvenil nas escolas da Rede Estadual de Ensino.

O concurso é destinado a estudantes do Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Finais), Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), devidamente matriculados em 2026. Cada participante poderá concorrer com uma produção inédita, individual e alinhada ao segmento em que estiver matriculado. As inscrições vão até 30 de novembro.

O objetivo é fortalecer o sentimento de pertencimento, incentivar a valorização da cultura mato-grossense nas escolas e estimular a arte como linguagem de expressão e comunicação, promovendo a produção autoral e criativa integrada às práticas pedagógicas e à recomposição das aprendizagens.

As produções devem dialogar diretamente com o tema central “Raízes que inovam: ciência, arte e tecnologia em Mato Grosso”. A proposta integra identidade cultural, saberes locais, natureza e diversidade mato-grossense com elementos de inovação, tecnologia e ciência, incluindo abordagens STEAM. Serão desclassificadas obras que não apresentarem relação explícita com o tema.

O edital permite inscrições em diversas linguagens das Artes Visuais, como desenho, pintura, fotografia, arte digital, colagem, ilustração, gravura, grafite, mosaico e técnicas mistas.

O concurso será desenvolvido em três etapas sucessivas, envolvendo escolas, Diretorias Regionais de Educação (DREs) e equipe técnica da Seduc: Etapa Escolar, Etapa Regional e Etapa Estadual.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela equipe gestora, por meio de formulário eletrônico. A inscrição é gratuita e a participação é voluntária.

Ao todo, 156 produções do Ensino Regular e 65 da EJA seguirão para a etapa estadual. As submissões poderão ocorrer em formato físico e/ou digital, conforme normas do edital.

A Comissão Julgadora escolherá 3 produções por ano/etapa do Ensino Fundamental e Médio; 4 produções por segmento/ano da EJA (Ensino Fundamental) e 4 produções por semestre/ano da EJA (Ensino Médio). As obras selecionadas vão compor as capas dos materiais pedagógicos impressos e digitais do SEE/MT para 2026/2027.

O edital tem vigência de um ano a partir da publicação oficial e estabelece todas as orientações sobre participação, critérios de avaliação e prazos.

Mais informações no edital anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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Entrevista com Jhenifer Heinrich, secretária de comunicação da Prefeitura de Sinop

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Nossa entrevistada da semana é Jhenifer Heinrich, jornalista e especialista em comunicação estratégica, que ocupa o cargo de diretora executiva, ou secretária de Comunicação da Prefeitura de Sinop. Com uma carreira que se estende por mais de 14 anos, ela tem se destacado na comunicação pública, política e corporativa, liderando iniciativas de branding e gestão da comunicação. À frente da ASSECOM de Sinop, Jhenifer busca modernizar a comunicação institucional, promovendo uma interação mais próxima e significativa entre a gestão e a população.

A comunicação da Prefeitura já está presente em canais oficiais, mas ainda é vista como excessivamente institucional. Quais são suas principais estratégias para torná-la mais acessível e conectada à realidade da população?

 

 

A comunicação pública deve ir muito além da simples transmissão de informações; ela precisa ser assimilada e ter significado para quem a recebe. Minha abordagem está fundamentada em três pilares essenciais: uma linguagem acessível, o protagonismo das pessoas e a escuta ativa da população. Estamos empenhados em desburocratizar a comunicação, reduzindo a formalidade sem abrir mão da responsabilidade institucional. A ideia é utilizar uma comunicação clara e respeitosa, que reflita a linguagem cotidiana dos cidadãos. Também é fundamental destacar quem são os beneficiários das ações da gestão, mudando o foco da Prefeitura para os cidadãos e mostrando como suas vidas melhoraram através dos serviços oferecidos.

Quais ações práticas você planeja implementar para garantir que as informações da gestão alcancem todos os públicos, especialmente aqueles com menor acesso digital ou que vivem longe do centro urbano?

Para mim, comunicar efetivamente não significa inundar as pessoas com conteúdo, mas sim garantir que a informação chegue a quem realmente precisa. Estamos trabalhando para descentralizar a comunicação e aumentar a presença da informação nos bairros, utilizando escolas, unidades de saúde e lideranças comunitárias como canais de disseminação. Além disso, já começamos a emitir comunicados específicos para cada unidade de saúde e a utilizar carros de som para atingir a comunidade de forma mais direta.

Os canais tradicionais ainda são vitais. Rádio, carros de som e ações presenciais são fundamentais para atingir públicos que têm pouco acesso digital. Pretendemos continuar essas iniciativas, divulgando também nas redes sociais e no site institucional da Prefeitura. Adaptar a comunicação para diferentes públicos é crucial, pois cada grupo consome informações de maneira distinta.

 

Diante dos desafios da comunicação pública, como você pretende trabalhar o storytelling das ações da gestão para gerar mais engajamento e compreensão por parte da população?

Eu acredito profundamente no poder de contar histórias na comunicação. Não apenas por ser uma jornalista, mas porque reconheço o valor intrínseco de cada narrativa. É fundamental não só divulgar ações, mas também explicar o porquê e o impacto delas na vida da cidade. Busco sempre contextualizar as decisões da gestão, mostrando o que está sendo feito e os motivos que fundamentam cada ação, preparando o cidadão para as informações que virão.

É essencial conectar essas iniciativas a resultados concretos que beneficiem a população. Quando as pessoas percebem os efeitos práticos das ações, a comunicação se torna muito mais eficaz. Além disso, é vital manter uma continuidade na narrativa da gestão, fazendo com que as ações pareçam parte de um planejamento maior e coeso.

A inovação é uma demanda crescente na comunicação institucional. Que tipos de formatos e abordagens você pretende adotar para modernizar a comunicação da Prefeitura de Sinop, sem comprometer a credibilidade e a transparência?

Inovar não é apenas uma opção; é uma necessidade premente. A inovação deve ser parte do nosso cotidiano, atendendo às expectativas dos cidadãos. Estamos aumentando o uso de vídeos curtos, conteúdos explicativos e séries temáticas que aproximam a população do trabalho diário da Prefeitura. Existe uma percepção equivocada de que a gestão pública é lenta, mas quando conseguimos explicar os processos burocráticos, as pessoas entendem essa “demora” como uma responsabilidade da gestão.

Embora inovemos continuamente, é crucial manter uma identidade institucional coesa. Cada canal pode ter sua própria linguagem, mas todos devem transmitir a mesma credibilidade e transparência.

Mesmo sem uma estrutura de secretaria independente, como você pretende manter um alto nível de desempenho e consolidar a comunicação como um eixo estratégico dentro da gestão municipal?

Nunca vi a falta de uma secretaria independente como um obstáculo. O nosso maior ativo é a equipe, composta por profissionais talentosos e dedicados que acreditam no valor da comunicação pública. Um dos nossos maiores desafios tem sido mudar a percepção sobre o papel da comunicação na Prefeitura. Durante muito tempo, ela foi vista apenas como um setor de divulgação ou de gerenciamento de crises. Estamos demonstrando que a comunicação é fundamental para o planejamento e a construção de políticas públicas.

Hoje, participamos das discussões antes que aconteçam, ajudamos a comunicar políticas públicas e antecipamos possíveis ruídos, garantindo que as decisões cheguem à população de forma clara e transparente. Isso só é possível graças a uma equipe técnica altamente qualificada. Meu papel é organizar processos, fornecer direção e criar um ambiente onde cada profissional possa prosperar. Com gestão, alinhamento e propósito, a estrutura deixa de ser um obstáculo.

Qual é a sua visão final sobre a comunicação pública?

A comunicação pública não se resume a produzir conteúdo; trata-se de construir confiança entre a gestão e a população. É essa conexão que buscamos fortalecer todos os dias, pois acreditamos que uma comunicação eficaz é a base para uma governança transparente e participativa.

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