Mato Grosso

Tião da Zaeli renuncia e expõe crise interna na gestão Moretti

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O clima político em Várzea Grande ganhou mais um capítulo daqueles. Na sessão da Câmara desta terça-feira, foi lida a carta de renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli, e o recado veio direto, sem muito rodeio: ele está fora, de forma “irrevogável e irretratável”.

No texto, encaminhado ao presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, Tião deixa claro que a decisão não foi de agora. Segundo ele, o ambiente dentro da Prefeitura já vinha desgastado há um tempo, principalmente a partir de 2025, quando, nas palavras dele, o diálogo simplesmente parou de acontecer.

Ele também aponta que o grupo político que ajudou a eleger a gestão perdeu espaço ao longo do caminho e deixou de participar das decisões. E não parou por aí. Tião critica mudanças no rumo da administração, dizendo que a Prefeitura passou a abrir espaço para adversários políticos em cargos estratégicos e seguiu por um caminho bem diferente do que foi prometido lá na campanha de 2024.

No meio disso tudo, ele ainda cita um novo projeto pessoal: a disputa pela presidência da Fecomércio-MT. Segundo ele, essa nova fase exige dedicação total, e somando com o cenário político dentro da Prefeitura, continuar como vice acabou ficando inviável.

Mesmo com o tom crítico, Tião agradeceu os votos que recebeu, disse que segue comprometido com a cidade e que está à disposição para ajudar na transição.

A saída acontece em um momento já tenso na política da cidade e escancara de vez o desgaste entre a gestão da prefeita Flávia Moretti e aliados que estiveram juntos na vitória de 2024.

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/justica-suspende-despejo-de-familias-em-cuiaba-apos-agravo-da-prefeitura

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