Mato Grosso
“Vamos brigar com tudo que for possível”, afirma Max Russi sobre litigio com o Pará
Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o Estado utilizará todas as medidas jurídicas e políticas possíveis para defender no Supremo Tribunal Federal (STF) a posse de uma área de aproximadamente 22 mil km² localizada na divisa entre Mato Grosso e Pará.
Atualmente, a região em litígio envolve uma extensa faixa territorial no norte mato-grossense e impacta diretamente municípios paraenses. Além disso, segundo Max Russi, a população local possui maior ligação com Mato Grosso e depende dos serviços públicos oferecidos pelo estado mato-grossense.
“Vamos brigar com tudo que for possível. A Assembleia está acompanhando isso de muito perto porque essa área pertence a Mato Grosso. A população que reside ali utiliza os serviços públicos do nosso estado”, afirmou o parlamentar durante entrevista nesta terça-feira (26).
Atualmente, a indefinição sobre os limites territoriais afeta diretamente seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
O governo mato-grossense sustenta que houve erro histórico na medição territorial. Com isso, o estado defende a revisão dos limites para reincorporar a área ao território de Mato Grosso.
De acordo com Max, a Procuradoria da ALMT, parlamentares estaduais e equipes técnicas estão mobilizados na defesa dos interesses de Mato Grosso no processo que tramita no STF.
Por outro lado, o parlamentar criticou a atuação do governo paraense na região disputada. Segundo ele, o Pará não oferece assistência adequada à população local.
STF discute solução para disputa entre Mato Grosso e Pará
A ação envolvendo a disputa territorial foi julgada por unanimidade no STF em 2020. No entanto, o processo voltou à pauta após novas rodadas de conciliação entre os estados.
Recentemente, o ministro Flávio Dino sugeriu a realização de um plebiscito com os moradores da região. Dessa forma, o objetivo seria ouvir a população local e buscar uma solução definitiva para o impasse jurídico.
Em resposta, a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), afirmou que o estado não irá “ceder um palmo” do território reivindicado por Mato Grosso. Conforme o governo paraense, a área em disputa possui dimensão semelhante ao estado de Sergipe.
O conflito territorial envolve divergências históricas sobre a definição das divisas estaduais, especialmente em relação à localização de marcos geográficos como o Salto das Sete Quedas.
Mato Grosso
“Estão cerceando meu direito”, dispara Paula Calil sobre reeleição na Câmara de Cuiabá
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, elevou o tom ao comentar a possibilidade de disputar a reeleição para o comando da Casa e desafiou os vereadores a aprovarem a mudança no regimento interno que permitiria sua candidatura a um novo mandato.
Atualmente, o regimento da Câmara impede a recondução da Mesa Diretora. Para alterar a regra, Paula precisa do apoio de dois terços dos parlamentares, o equivalente a 18 dos 27 vereadores.
Em entrevista à imprensa, a presidente rebateu críticas de que estaria articulando a mudança por interesse pessoal e afirmou que o debate surgiu após pedidos de vereadores e servidores pela continuidade da atual gestão.
“Se eu sentasse na cadeira como presidente e já quisesse pautar uma alteração do regimento interno para eu poder concorrer à próxima disputa da mesa diretora, eu estaria com sede do poder. E não é isso que acontece”, declarou.
Paula também afirmou que a eventual mudança no regimento garantiria uma disputa democrática dentro da Câmara. “Por que agora eles estão cerceando um direito democrático, legal, de que eu possa concorrer à reeleição? Aprova a alteração do regimento interno dessa casa, tirando essa vedação, e vamos para a disputa”, disse.
Sem citar nomes, a presidente acusou adversários políticos de tentarem desgastar sua administração à frente do Legislativo municipal. “Faço esse desafio aos vereadores que vêm fazendo várias narrativas para desestabilizar a gestão, e isso não vai acontecer, porque eu vou continuar com a mesma serenidade e seriedade na condução dos trabalhos da casa”, afirmou.
Nos bastidores, a discussão sobre a possível mudança no regimento já movimenta grupos políticos dentro da Câmara e intensifica a disputa pela futura composição da Mesa Diretora.
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