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Biocombustíveis: o Antídoto Brasileiro frente à Crise Energética Global

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A história mostra que grandes crises energéticas costumam abrir caminhos para mudanças estruturais. Foi assim na década de 1970, quando o Brasil, pressionado pelo choque do petróleo, criou o Pró-Álcool e deu início a uma das cadeias produtivas mais eficientes do mundo. Agora, diante das incertezas no tabuleiro geopolítico e de uma nova escalada global dos combustíveis fósseis, o Brasil se encontra em uma posição singular, com a oportunidade de ampliar, avançar e consolidar uma maior participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

O mundo vive um cenário de instabilidade energética. Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio e as tensões escalam em regiões vitais para o suprimento de energia, o preço do barril de petróleo voltou a assombrar as economias globais, superando os US$ 100, impulsionado pelo risco de interrupções no fornecimento global. Isso impacta diretamente o custo do diesel, do transporte, dos fertilizantes e, consequentemente, de toda a cadeia produtiva.

No Brasil, esse efeito já é sentido no campo. O diesel mais caro pressiona o frete, encarece a produção, diminui a margem e reduz a competitividade. Mas, ao contrário de muitos países, temos uma vantagem estratégica clara, que ameniza estes impactos e pode ganhar muito mais protagonismo, passando a ser um verdadeiro triunfo contra a volatilidade do mercado internacional: os biocombustíveis.

Esse não é um ativo trivial. É, hoje, um diferencial competitivo e um escudo econômico.

O Brasil construiu, ao longo de décadas, com visão e persistência, a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo. Dispomos de matéria prima abundante, integração da cadeia produtiva, alta tecnologia de processamento e capacidade de escala como poucos países, sendo ambientalmente mais responsáveis, despontando ainda na vanguarda da descarbonização.

O etanol e o biodiesel, por exemplo, deixaram de ser apostas para se tornarem pilares da matriz energética nacional, com misturas obrigatórias entre as mais significativas do planeta. Além disso, a maior parte da frota nacional está preparada para utilizar diferentes combinações de combustíveis, o que dá flexibilidade ao sistema. Contudo, precisamos avançar muito mais para não sermos vítimas da subutilização do nosso potencial.

Mato Grosso é um exemplo claro disso. O estado é líder na produção de grãos e maior produtor de etanol de milho do País. Para se ter uma ideia, na produção total de etanol, saímos de 2,44 bilhões de litros na safra 19/20 – com equilíbrio de produção de etanol de cana de açúcar e de milho e devemos alcançar na safra 26/27, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) cerca de 8,44 bilhões de litros, sendo 86% desse montante oriundo da produção de etanol de milho, o que representa um aumento exponencial de 500% somente deste produto, no período. Nesse ínterim, o estado também praticamente dobrou sua produção de biodiesel, alcançando um recorde de 2,30 bilhões de litros em 2025, consolidando-se como segundo maior produtor do Brasil. Ou seja, temos matéria-prima, escala e tecnologia para ampliar ainda mais nossa participação na matriz energética nacional. O que falta, portanto, não é capacidade produtiva, mas decisão política.

Nesse contexto, a necessidade da ampliação agora da mistura de biodiesel ao diesel para 20% – o chamado B20 e do etanol na gasolina para 35% (E35), deixa de ser apenas uma agenda setorial e passa a ser uma decisão estratégica de Estado. Elevar a mistura de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é uma medida concreta, de impacto imediato. Isso reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, protege a economia das oscilações internacionais e ainda fortalece a cadeia produtiva nacional, gerando emprego e renda, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento regional.

Diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil não pode hesitar. Ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética não é apenas desejável — é necessário. Sem contar que neste momento, por exemplo, o preço do óleo diesel A S10 importado está em R$ 6,40/litro, valor mais alto que o biodiesel, comercializado a R$ 5,15/litro, segundo dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que reafirma mais um benefício direto, com redução do valor final para o consumidor. Ou seja, precisamos fazer escolhas que fortaleçam a produção interna, reduzam as nossas vulnerabilidades, protejam o consumidor e reafirmem a autonomia do país em um mundo cada vez mais volátil.

Se há uma lição a ser tirada da atual crise energética global é que: depender excessivamente de fontes externas e concentradas de energia é um risco estratégico.

Nosso país é um gigante energético que ainda não despertou completamente para o seu próprio potencial. Temos todas as condições de estabelecer alternativas reais ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional. O que falta é transformar isso em política de Estado, com previsibilidade e regulamentação, que garantam segurança aos investimentos para ampliação da capacidade produtiva com confiança e estabilidade.

O futuro da energia está sendo disputado agora. E, graças à sua trajetória, o Brasil já saiu na frente nesta competição. Temos o remédio nas mãos. Temos biocombustíveis. É hora de usar essa vantagem estratégica para proteger nossa economia e mostrar que o futuro, além de verde, é produzido em solo brasileiro!

• Por: Cidinho Santos, ex-senador por MT, empresário do agronegócio e CEO do Grupo MC Empreendimentos e Participações

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O amor de mãe é o que nos inspira a cuidar de pessoas

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Paula Calil

Ser mãe é a missão mais transformadora da minha vida. Antes de qualquer cargo público, da política e das responsabilidades institucionais, eu sou mãe de três filhos: Maria Paula, Luis Faissal e Carlos Roberto. Também sou filha de uma mulher que sempre foi minha maior referência de força, amor e fé: dona Marizete Calil.

Foi observando minha mãe que aprendi o verdadeiro significado de cuidado, dedicação e coragem. Com ela, entendi que ser mãe é, muitas vezes, silenciar a própria dor para proteger os filhos, seguir firme diante das dificuldades e jamais desistir da família. Muito do que carrego na vida pessoal e pública nasceu dentro de casa, por meio dos ensinamentos e, principalmente, do exemplo dela.

Neste Dia das Mães, meu coração se volta para todas as mulheres que vivem diariamente os desafios e as alegrias da maternidade. Mulheres que trabalham, cuidam da casa, enfrentam dificuldades silenciosas, protegem seus filhos e seguem em frente mesmo quando tudo parece difícil.

Conheço essa realidade porque também vivo a maternidade todos os dias.

Ser mãe transforma nossa forma de enxergar o mundo. Passamos a pensar ainda mais no futuro, nas oportunidades que queremos deixar para nossos filhos e na sociedade que estamos ajudando a construir. E foi justamente esse sentimento que fortaleceu em mim o desejo de trabalhar por uma Cuiabá mais humana, acolhedora e comprometida com as famílias.

Na presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, tenho buscado incentivar ações que aproximem o poder público das necessidades reais das mulheres cuiabanas. Porque acredito que política também deve ser sinônimo de acolhimento, cuidado e transformação social.

Nos últimos anos, a Câmara avançou em pautas importantes voltadas às mães, às gestantes e à valorização feminina. Projetos como a Semana da Maternidade Atípica, o Dia Municipal da Mãe Enlutada e o Maio Furta-Cor, campanha de conscientização sobre a saúde mental materna e os direitos emocionais e sociais da mulher, representam mais do que leis: simbolizam reconhecimento, respeito e empatia com mulheres que enfrentam batalhas silenciosas diariamente.

Também tive a oportunidade de defender iniciativas voltadas à proteção e ao fortalecimento das mulheres cuiabanas. Entre elas, projetos ligados ao combate à violência contra a mulher, à prioridade de transferência escolar para filhos de vítimas de violência doméstica, além de ações de incentivo ao empreendedorismo feminino, promovendo mais autonomia e dignidade para tantas mães que sustentam seus lares.

Outro avanço importante foi a implantação da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de Cuiabá, fortalecendo a defesa dos direitos femininos e ampliando os canais de acolhimento, orientação e proteção dentro do Legislativo.

Também tenho muito orgulho da reabertura da Sala de Amamentação da Câmara de Cuiabá, um espaço de apoio às mães trabalhadoras, símbolo de respeito à maternidade e incentivo ao aleitamento materno.

Esse compromisso com o acolhimento feminino também esteve presente nas ações desenvolvidas pela Sala da Mulher da Câmara ao longo de 2025. Promovemos palestras sobre saúde mental materna, rodas de conversa, campanhas de valorização da vida, atendimento jurídico gratuito para mulheres e iniciativas de apoio emocional e social.

Também realizamos ações voltadas ao fortalecimento feminino, valorização da autoestima, bem-estar e apoio social, sempre buscando aproximar o poder público das necessidades reais das mulheres cuiabanas.

Como mulher, cristã e vereadora do Partido Liberal (PL), acredito que governar é também servir. É olhar para as pessoas com humanidade, ouvir suas necessidades e trabalhar para transformar vidas.

O legado que quero deixar para Cuiabá vai muito além de obras ou decisões administrativas. Quero contribuir para a construção de uma cidade mais acolhedora, onde as mães sejam respeitadas, valorizadas e apoiadas não apenas em datas comemorativas, mas todos os dias.

Quero que as mulheres cuiabanas sintam que têm voz, apoio e esperança. Que saibam que não estão sozinhas diante das dificuldades da vida.

Porque mães fortes constroem famílias fortes. E famílias fortes constroem uma cidade melhor para todos.

Neste Dia das Mães, deixo minha gratidão, meu respeito e minha homenagem a todas as mães cuiabanas: às mães solo, às mães atípicas, às mães trabalhadoras, às mães empreendedoras, às que enfrentam batalhas silenciosas diariamente e às mulheres que fazem do amor sua maior força.

Que Deus abençoe cada mãe de Cuiabá com saúde, sabedoria e esperança.

Paula Calil é vereadora pelo Partido Liberal (PL), presidente da 1ª Mesa Diretora 100% feminina do Brasil da Câmara Municipal de Cuiabá, mãe e empreendedora.

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