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Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas apresenta, no Encontro Presencial, plataforma BiblioBR

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O segundo dia do Encontro Presencial do Programa de Capacitação para o Fortalecimento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Mato Grosso, nesta quarta-feira (18), começou com o painel “Plataforma de Cadastro Unificado de Bibliotecas – BiblioBR”, conduzido pelo coordenador do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas (SEBP/MT), Carlos Alberto dos Santos.

De forma bastante técnica, Carlos conduziu sua fala apresentando a plataforma, que reúne informações das bibliotecas públicas, comunitárias e associadas ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. “O BiblioBR nada mais é do que o mapa das bibliotecas”, sintetizou.

O coordenador registrou que, em razão de ser um ambiente virtual com as bibliotecas de todo o país, é o cadastro usado também pelo Sistema Estadual.

Durante a apresentação, o coordenador destacou o papel estratégico da plataforma BiblioBR e passou a orientar o passo a passo de cadastro no ambiente virtual, necessário para, inclusive, receber novas remessas de livros.

A atuação do Sistema Estadual de Bibliotecas tem sido considerada essencial para a organização e o desenvolvimento da rede de bibliotecas públicas no Estado. Por meio de visitas técnicas, capacitações, orientações e articulação institucional, o sistema vem construindo uma base sólida para ampliar o alcance das políticas públicas de leitura.

O Encontro Presencial, que segue até o fim desta quarta-feira (18), no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios, em Cuiabá, integra o Programa de Capacitação para o Fortalecimento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de Mato Grosso, iniciativa promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, em parceria com o Instituto Saberes, com recursos do Governo Federal por meio da Política Nacional Aldir Blanc – Ciclo I.

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Para muitas mulheres, ter para onde ir é o começo da liberdade

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Por Scheila Pedroso

Quando falamos sobre violência contra a mulher, uma pergunta sempre me inquieta: quantas mulheres querem sair de uma situação de violência, mas simplesmente não têm para onde ir?

Ao longo da minha trajetória na gestão pública, aprendi que os problemas da vida real raramente chegam separados. A falta de moradia, a dependência financeira, a vulnerabilidade social e a violência muitas vezes fazem parte da mesma história.

Por isso, enfrentar a violência contra a mulher exige mais do que dizer a ela que denuncie. É preciso garantir que, depois da denúncia, exista uma rede capaz de acolher, proteger e, principalmente, criar condições para que ela possa reconstruir a própria vida.

Neste Agosto Lilás, essa reflexão precisa ir além das campanhas e chegar às políticas públicas.

Uma mulher precisa se sentir segura para pedir ajuda. Precisa saber onde procurar apoio. Precisa ter condições de trabalhar, sustentar seus filhos e recomeçar. E, muitas vezes, precisa de algo tão básico quanto um lugar seguro para chamar de casa.

Durante muitos anos trabalhando com políticas públicas, aprendi que cuidar das pessoas também significa compreender a realidade que existe por trás de cada problema. Não basta tratar a consequência sem olhar para aquilo que mantém uma mulher presa a uma situação de violência.

Combater a violência também é construir autonomia.

É garantir proteção, oportunidade, renda, moradia e dignidade para que nenhuma mulher precise escolher entre permanecer onde sente medo ou partir sem saber para onde ir.

Agosto é Lilás. Mas esse compromisso precisa existir o ano inteiro.

Scheila Pedroso
Arquiteta, gestora pública e pré-candidata a deputada estadual.

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