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Bope forma seis policiais militares no 5º Curso de Operações Especiais de Mato Grosso

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na tarde desta sexta-feira (26.9), a formatura de seis militares no 5º Curso de Operações Especiais (Coesp), desenvolvido pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). A formatura foi realizada na sede da unidade policial em Cuiabá.

O curso teve duração de quatro meses e contou com a presença de militares de Mato Grosso e dos Estados do Amapá e de Rondônia, que se capacitaram no curso mais exigente do quadro da Polícia Militar, tornando-se os novos “Caveiras de Fogo” da PMMT.

O comandante do Bope, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis, destacou o alto nível técnico apresentado no curso, que iniciou com 19 militares, e parabenizou os formandos que completaram a formação.

“Foram longos 125 dias de treinamentos intensos, levados aos extremos físicos e psicológicos, com o objetivo de formar caveiras de fogo, com toda honra e glória. Parabéns a todos os senhores, mas também não podemos esquecer do alicerce silencioso dessa jornada, que é a família. Vocês são a retaguarda que sustenta a missão; o sacrifício do policial é também o sacrifício de quem está em casa”, agradeceu o tenente-coronel.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, também parabenizou os formandos e ressaltou a importância do Bope no controle de ocorrências de alta complexidade e no combate às facções criminosas em todo o Estado.

“O Bope é motivo de orgulho para nós e toda a sociedade. É a unidade que ostenta a coragem, a lealdade e a honra, que faz Mato Grosso recuperar a sua segurança pública, quando marginais tentam com o novo cangaço e com as facções criminosas. O nosso Bope exporta doutrina e conhecimento para todo o Brasil e é exemplo claro de trabalho quando falamos em tolerância zero para toda a criminalidade”, exclamou o coronel Fernando.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel Cesar Roveri, enfatizou os investimentos que a unidade tem recebido do governo e também a valorização profissional para todos os policiais militares.

“Estamos disponibilizando recursos do Governo do Estado para o Bope e também para todas as unidades da Polícia Militar. Nós tivemos um apagão de 10 anos e, com o apoio do Governo e dos deputados da Assembleia Legislativa, nós podemos destravar o quadro de carreira dos policiais militares, abrindo vagas para promoções e dando oportunidades de progredir na carreira. Contem com o Governo do Estado, que está valorizando a Polícia Militar, garantindo a carreira, a progressão, com investimentos em equipamentos de qualidade e infraestrutura”, pontuou o secretário.

O deputado federal, coronel Assis, também esteve presente na solenidade e salientou o reconhecimento do Estado na Segurança Pública e do trabalho integrado no Congresso Federal para o alinhamento no combate às facções criminosas.

“Hoje, temos um reconhecimento por parte do governo, temos equipamentos de primeira qualidade. Mato Grosso é referência, em nível nacional, pelo conhecimento que exporta e que entrega dentro das operações especiais em nosso país. Nós estamos no Congresso Nacional defendendo o que acreditamos que é o certo para o nosso país, que o Estado precisa evoluir. Estamos trabalhando firmemente para criar um ambiente jurídico diferenciado processual penal para lidar com as facções”, finalizou o deputado.


Fonte: PM MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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