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Corpo Musical da PM celebra 133 anos com concerto “190 por elas” no Sesc Arsenal

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O Corpo Musical da Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta quarta-feira (3.9), um concerto alusivo aos 190 anos da instituição e aos 133 anos da unidade de música. O evento ocorreu no Sesc Arsenal, em Cuiabá. Com o tema “190 anos por elas”, o recital foi dedicado para promover a conscientização, a luta e o combate à violência doméstica, com um repertório popular e de valorização das mulheres.

O comandante do Corpo Musical da Polícia Militar, 1º tenente Marcelo da Silva Lima, a homenagem faz parte do alinhamento da política pública do Governo do Estado no combate à violência doméstica e contra a mulher em Mato Grosso.

“O nome do concerto ‘190 anos por elas’, que é o número de chamamento da Polícia Militar, tem o sentido de estarmos junto às mulheres, no combate à violência, ao feminicídio e é uma forma de levantar essa campanha de conscientização. O Corpo Musical ainda cumpre um papel muito importante, por meio de ações sociais e entretenimento à sociedade, sem deixar de lado a missão de cumprir e proteger à sociedade mato-grossense”, afirmou o 1º tenente Marcelo.

A artista Aurea Maria, que apresentou a música francesa ‘La Vie en Rose’, que em português significa “A vida em cor-de-rosa”, parabenizou a Polícia Militar pela campanha de combate à violência contra à mulher. “Essa música traz uma mensagem de enxergar o mundo de forma mais bela e positiva, apesar do momento em que estamos passando. Eu já tive a honra de me apresentar com o Corpo Musical da Polícia Militar em outras oportunidades e admiro muito o trabalho de todos os músicos que compõe o concerto”, destacou Aurea.

A cantora Milena Leite, que integra o ministério de louvor da Igreja Batista da Paz, intepretou a canção O Escudo, que inspira esperança e fornece conforto espiritual. “A música é uma criação divina que tem o poder de despertar nossas emoções e uma forma de trazer acolhimento, força e coragem. Só tenho agradecer ao Corpo Musical pelo convite e parabenizá-los pelo concerto, que foi bastante emocionante”, contou Milena.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco também parabenizou ao Corpo Musical pela realização do concerto “190 anos por elas” e reforçou a importância da conscientização do combate à violência contra a mulher.

“A Polícia Militar intensificou o patrulhamento, a prevenção e o atendimento às vítimas com importantes investimentos do Governo do Estado, com o Programa Tolerância Zero. Reforçamos a importância de denunciar qualquer tipo de violência contra a mulher seja ela física, psicológica, sexual ou patrimonial”, enfatizou o coronel Fernando. Participaram ainda as artistas Lorena Ly, Seleucia dos Anjos, Akane Iizuka e dos cantores Sandro Lemes e Alisson Show Cuia. Além de uma apresentação com policiais militares da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

Fonte: PM MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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