Polícia
Homem mata colega, enterra corpo em estacionamento e acaba preso em Cuiabá
Polícia
Conteúdo/ODOC – Um funcionário foi preso em flagrante após confessar ter assassinado e ocultado o corpo do colega de trabalho, Mario Alexander Rojas Caballero, de 45 anos, em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O suspeito, identificado como Amarildo Nonato, teria usado uma faca e uma enxada para cometer o crime.
De acordo com as informações iniciais, os dois homens moravam no próprio local onde trabalhavam. A suspeita é de que o homicídio tenha ocorrido na noite de sábado (23), depois de uma discussão dentro do quarto utilizado pelos funcionários da empresa.
Segundo a investigação preliminar, Amarildo atacou a vítima com golpes de faca e enxada e, após o assassinato, arrastou o corpo até uma cova rasa aberta no terreno do estabelecimento. Em seguida, tentou esconder o cadáver sob entulhos, tijolos e restos de construção.
Apesar da tentativa de ocultação, partes do corpo ficaram aparentes, o que levou à descoberta do crime. Mario Alexander era imigrante venezuelano.
O delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Michael Paes, afirmou que os detalhes do caso ainda estão sendo apurados, mas destacou que o suspeito foi preso em flagrante com apoio da Polícia Militar.
“A gente está apurando ainda as informações concretas, mas o mais importante é que a Polícia Civil conseguiu fazer a prisão em flagrante com o apoio da Polícia Militar, por ocultação de cadáver”, afirmou.
Sobre a possível confissão, o delegado explicou que Amarildo ainda passará por interrogatório formal, mas ressaltou que os elementos já reunidos indicam a autoria do crime.
“Os elementos que foram apresentados aqui, que a gente coletou aqui, são suficientes, independentemente da confissão ou não dele, para ficar claro que foi o autor”, declarou.
Conforme relatos preliminares, o suspeito permaneceu no local após o crime e chegou a conversar normalmente com outras pessoas antes de ser identificado pelos policiais.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos periciais no estacionamento. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
O caso segue sob investigação da DHPP.
Polícia
Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica
Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.
Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.
As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.
“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.
Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.
Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.
“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.
Atuação dentro dos presídios
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.
A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.
“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.
A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.
“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.
“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.
Operação Fariseus
Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.
-
Várzea Grande2 dias atrásPolícia Federal investiga grupo suspeito de fraudes com crédito consignado e cumpre 13 mandados
-
Política2 dias atrásAumento de penas para furto e roubo de combustíveis segue para a CCJ
-
Coluna VIP MT4 dias atrásMurilo huff ao vivao na 58 expoagro
-
Mato Grosso3 dias atrásVITÓRIA PARA O COMÉRCIO; Após articulação de Dr. João, Sefaz amplia para 24 horas prazo de cancelamento de NF-e e CT-e em Mato Grosso
-
Cuiabá3 dias atrásEx-chefe de gabinete de Katiuscia Mantelli assume Secretaria de Cultura; Secom segue sem comando
-
Várzea Grande5 dias atrásSPA Terapêutico Darlene Marques abre as portas com foco em saúde e qualidade de vida
-
Cuiabá4 dias atrásBoletim aponta queda nos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá em 2026
-
Política6 dias atrásInterlegis, do Senado, é premiado por Guia de Boas Práticas no Legislativo













