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Operação flagra furto de energia em chácara embargada pela Polícia Federal na região de Manso
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A Operação Energia Limpa resultou em oito prisões por furto de energia elétrica em Mato Grosso na última semana. As ações integradas entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Politec e Energisa ocorreram em diferentes municípios do estado e identificaram irregularidades que causam prejuízos ao sistema elétrico, colocam em risco a segurança da população e configuram crime previsto no Código Penal.
Em Cuiabá, uma operação realizada no bairro Porto flagrou o furto de energia em 19 das 20 kitnets fiscalizadas. Durante a inspeção, as equipes constataram ligações diretas na rede de distribuição, sem medição do consumo. Três moradores foram conduzidos à delegacia.
Também na capital, uma distribuidora de bebidas localizada na região do Morada da Serra foi flagrada furtando energia elétrica por meio de uma ligação clandestina diretamente na rede de distribuição. Durante a fiscalização, as equipes identificaram ainda a instalação irregular de um medidor que não pertencia à unidade consumidora. O proprietário do estabelecimento foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais.
Em Nova Mutum, uma fiscalização realizada na semana passada identificou uma unidade consumidora desligada no sistema, mas funcionando irregularmente em campo, sem medidor de energia. O imóvel apresentava desvio no ramal de entrada e acumulava mais de R$ 70 mil em débitos. O responsável encontrado no local foi encaminhado para esclarecimentos na delegacia. Segundo informações repassadas pelas autoridades, ele também possuía mandado de prisão em aberto.
No município, outra operação realizada no dia 27 flagrou um ponto comercial funcionando de forma clandestina há mais de um ano. A energia era utilizada por meio de ligação direta à rede elétrica, sem qualquer medição de consumo. A responsável pelo estabelecimento foi conduzida pela Polícia Civil.
Em Rondonópolis, uma pessoa também foi presa após equipes da Energisa e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos identificarem um dispositivo irregular instalado no medidor de energia. A fraude foi confirmada com o apoio do equipamento Var Scan, utilizado para detectar adulterações e desvios de energia.
Já em Chapada dos Guimarães, uma fiscalização realizada na região do Manso, a partir de denúncia recebida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), identificou furto de energia em uma chácara que já se encontrava embargada pela Polícia Federal.
Segundo informações preliminares, o local estaria sendo utilizado para atividades ilícitas. Durante a inspeção, foi constatada uma ligação irregular diretamente na rede elétrica. As equipes verificaram ainda que a unidade possuía débito superior a R$ 165 mil junto à concessionária. O gerente responsável pelo imóvel foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil do município.
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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica
Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.
Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.
As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.
“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.
Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.
Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.
“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.
Atuação dentro dos presídios
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.
A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.
“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.
A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.
“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.
“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.
Operação Fariseus
Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.
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