Polícia
PM lança aplicativo para efetivo registrar ocorrências em tempo real e aumenta produtividade de atendimento ao cidadão
Polícia
A Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) iniciou, nesta segunda-feira (10.11), o funcionamento do aplicativo Boletim de Ocorrência e Termo Circunstanciado (BOTC) para todo o efetivo dos 142 municípios do Estado. O aplicativo permite o registro do boletim de ocorrência a partir do local dos fatos, modernizando o atendimento ao cidadão e dando mais celeridade no patrulhamento ostensivo.
A ferramenta foi desenvolvida pela Coordenadoria de Desenvolvimento de Sistemas e Inovações Tecnológicas (CDSIT) da PMMT, em conjunto com a Coordenadoria de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), onde os policiais militares podem registrar as ocorrências utilizando dispositivos móveis, eliminando a necessidade de deslocamento até unidades administrativas para formalização dos registros.
Além disso, o aplicativo é totalmente integrado às bases corporativas da Polícia Militar e da Sesp, desenvolvida em conformidade com os mais altos padrões de segurança da informação e proteção de dados pessoais. O BOTC utiliza mecanismos avançados de autenticação, criptografia e controle de acesso, assegurando que os dados gerados em campo sejam armazenados e transmitidos com total segurança.
De acordo com o tenente-coronel Ademar Junior Duarte Lima, coordenador da CDSIT, o aplicativo foi idealizado com foco na agilidade, precisão e segurança das informações, padronizando relatórios operacionais e a integração das informações da Polícia Militar e demais órgãos de segurança e prestação de contas das ações policiais.
“O aplicativo Boletim de Ocorrência e Termo Circunstanciado foi pensado para simplificar o trabalho do policial e tornar o registro das ações mais rápido e eficiente. Ele conecta a atividade operacional ao sistema corporativo da PMMT, permitindo que as informações cheguem em tempo real aos setores responsáveis”, destacou o oficial.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destacou que o lançamento do aplicativo representa um marco na modernização da instituição e reforça o compromisso da corporação com a modernização tecnológica e a transparência.
“Este é um avanço histórico para a Polícia Militar de Mato Grosso. O aplicativo simboliza a nossa entrada definitiva na era da transformação digital, com foco em eficiência operacional e segurança da informação. É uma ferramenta que valoriza o trabalho do policial, melhora a gestão institucional e garante ao cidadão um serviço mais ágil e confiável, sempre na tolerância zero ao combate ao crime”, afirmou o comandante-geral.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, enfatizou que a iniciativa faz parte da estratégia estadual de transformação digital da segurança pública, em alinhamento com as diretrizes do Governo do Estado em conjunto ao Programa Tolerância Zero às Facções Criminosas para integração tecnológica entre as forças de segurança de Mato Grosso.
“É um exemplo concreto de como a tecnologia pode fortalecer a segurança pública e melhorar o atendimento à população. Essa ferramenta traduz o esforço conjunto da Secretaria de Segurança e da Polícia Militar para modernizar os processos, integrar dados e promover uma gestão mais inteligente da informação”, ressaltou.
“Estamos construindo uma segurança pública digital, onde cada ação em campo gera informação em tempo real, contribuindo para decisões mais precisas e políticas mais eficazes para combate ao crime e segurança do cidadão de bem”, completou o secretário.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Advogado divulga imagens e contesta tese de surto em assassinato de empresária
O advogado Rodrigo Pouso Miranda divulgou, neste domingo (6), trechos de gravações feitas na casa onde a empresária Gleici Keli Geraldo, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O crime ocorreu em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 330 quilômetros de Cuiabá.
Representante da família da vítima, Pouso afirma que as imagens enfraquecem a versão de que Daniel teria agido durante um surto. Segundo ele, as câmeras registraram discussões, ameaças e atitudes anteriores ao crime que indicariam que o ataque foi planejado.
“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. […] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, escreveu o advogado no Instagram.
Gleici foi atacada enquanto dormia e atingida por 21 golpes de faca. A filha do casal, que tinha 7 anos na época, também foi esfaqueada oito vezes. A menina conseguiu sobreviver após receber atendimento médico.
De acordo com Pouso, os vídeos mostram conflitos entre o casal nos dias anteriores ao assassinato. As discussões envolveriam principalmente problemas financeiros, incluindo divergências relacionadas à compra de uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.
Em um dos trechos divulgados, Gleici aparece dizendo: “Dani, pelo amor de Deus”. Em outra gravação, ela afirma: “Já chega de trauma”.
O advogado também relata que, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar a esposa e a filha. Uma irmã dele teria enviado uma mensagem para alertar Gleici e aconselhá-la a esconder as facas existentes na residência. Ainda conforme Pouso, o engenheiro descobriu o aviso e demonstrou irritação.
Uma consulta com um psiquiatra estava marcada para as 15h do dia do assassinato. Daniel teria concordado em participar do atendimento, mas, segundo o advogado, pegou uma faca por volta das 6h55, horas antes do horário agendado.
As gravações também teriam captado Daniel afirmando que havia “perdido um milhão”. Pouso sustenta que o acusado mantinha anotações sobre valores que atribuía como dívida à esposa e demonstrava insatisfação com o crescimento profissional dela, que se preparava para lançar uma marca.
Daniel permanece internado no Centro Psicossocial de Cuiabá. A defesa alega que ele não tinha consciência dos próprios atos quando atacou a família, conclusão inicialmente apontada em avaliação psiquiátrica.
O resultado do exame, porém, foi questionado pelo Ministério Público e pelos familiares de Gleici. A homologação do laudo foi anulada e uma nova análise foi feita por uma junta composta por três peritos. A Justiça ainda deverá decidir sobre a condição mental do acusado e como essa conclusão interferirá no andamento do processo.
Pouso afirmou ainda que parentes de Daniel conseguiram interditá-lo após o crime e que a internação já teria custado mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, o engenheiro teria solicitado, no processo de inventário, metade dos bens e dos valores provenientes de aluguéis deixados pela empresária.
A família de Gleici participa do processo como assistente de acusação.
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