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Polícia Civil prende autor de furto que quebrou vidro de caminhonete no aeroporto

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Um homem apontado como autor do furto de bens do interior de um veículo no aeroporto foi preso em flagrante pela Polícia Civil, no domingo (14.12), em rápida ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).

Após ser identificado e preso, o suspeito confessou a autoria do crime e foi autuado em flagrante por furto qualificado pelo arrombamento.

As investigações tiveram início quando vítimas de Barra do Bugres procuraram a Derf de Várzea Grande e relataram o extravio de suas bagagens. Em razão do ocorrido, elas retornaram ao aeroporto para tentar recuperá-las, ocasião em que deixaram o veículo estacionado em frente à entrada do terminal.

Ao retornar, o casal encontrou o vidro traseiro da caminhonete quebrado, constatando que havia sido subtraído do veículo uma mochila contendo um tablet, um celular novo avaliado em R$ 12 mil, além de jaquetas, óculos e medicamentos.

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe de policiais da Derf-VG iniciou as diligências para identificar e prender o autor do crime. Por meio de análise de câmeras de segurança e outras diligências, os policiais conseguiram identificar o suspeito, assim como a motocicleta Honda Biz utilizada na prática do furto.

Nas imagens, o suspeito aparecia parando a motocicleta ao lado do veículo, momento em que quebrou a janela, subtraiu os pertences e saiu com a mochila das vítimas nas costas.

Com a identificação do autor do crime, os policiais saíram em diligência conseguindo realizar a sua prisão em flagrante. Questionado sobre os fatos, inicialmente ele negou a autoria, mas ao ser confrontado pelas imagens confessou a prática do furto.

Com ele, foram encontradas as duas jaquetas e os dois óculos. Já o tablet e o aparelho celular, o suspeito vendeu para terceiros.

Segundo a delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes, o suspeito é contumaz na prática de furtos qualificados no interior de veículos, já inclusive possuindo condenação por furto qualificado.

“É uma prisão importante, especialmente nesta época do ano, em que há grande fluxo de pessoas nos aeroportos, rodoviárias, supermercados e empresas em geral. É um tipo de criminoso que não se inibe de quebrar o vidro de veículo, mesmo em um local com grande movimentação de pessoas, demonstrando que não irá parar de praticar os furtos se estiver em liberdade”, disse a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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