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Polícia Militar frustra evento e apreende ovos de Páscoa que seriam distribuídos por facção

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Equipes do 7º Comando Regional frustraram um evento de Páscoa promovido por uma facção criminosa na cidade de Campo Novo do Parecis, na tarde deste domingo (5.4). Na ação, os policiais prenderam um homem, de 47 anos, e apreenderam dois adolescentes, de 13 e 17 anos. Com os suspeitos, foram apreendidos 195 ovos de Páscoa clandestinos e 142 kits contendo doces que seriam distribuídos para crianças pela facção.

A equipe policial da 16ª Companhia Independente, com apoio do setor de inteligência, foi acionada após denúncia de que integrantes de uma facção criminosa estavam distribuindo ovos de Páscoa e outros doces em bairros da cidade, para promover a organização criminosa e atrair crianças e adolescentes.

Os policiais iniciaram as buscas e localizaram os suspeitos em uma praça, no bairro Boa Esperança. Durante a abordagem, um homem e dois adolescentes foram identificados. Em relato à PM, o suspeito confirmou que a distribuição dos doces e que a ação ocorria em outros bairros da cidade.

Em buscas em um veículo S10, foram encontrados 142 kits contendo diversos tipos de doces e 195 ovos de Páscoa. Após checagem, os policiais identificaram que os ovos de chocolate eram de fabricação artesanal sem rótulo de procedência e sem prazo de validade.

Diante dos fatos, todos os envolvidos foram encaminhados para a delegacia, juntamente com o material, para as providências que o caso requer.

Outras prisões

Na última semana, a Polícia Militar desarticulou ações de facções criminosas que pretendiam realizar eventos para cooptar jovens ao mundo do crime. Em Barra do Garças, na quinta-feira (2), dois homens foram detidos com drogas e ovos de chocolate, em uma residência. Os suspeitos ainda estavam ordenando que moradores do bairro enviassem quantia em dinheiro para a realização do evento criminoso.

Já em Primavera do Leste, na terça-feira (31.3), cinco pessoas foram detidas em uma residência onde estavam sendo fabricados os doces para distribuição em uma região da cidade. Com o grupo, também foram apreendidas porções de entorpecentes.


Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Funcionário admite ter criado cena de suicídio após morte de paciente: “Fiquei com medo”

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Conteúdo/ODOC – O plantonista Odiley Rodrigues Souza admitiu à Polícia Civil que alterou a cena da morte de Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, para fazer parecer que o paciente havia cometido suicídio. Alessandro, que estava internado para tratamento de esquizofrenia, foi encontrado morto na manhã de domingo (31) em uma clínica terapêutica no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá.

Trechos do interrogatório revelam que o funcionário apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, ele afirmou que teria retirado a vítima de uma janela após um suposto enforcamento. No entanto, a investigação descartou essa hipótese ao constatar que Alessandro nunca esteve pendurado no local indicado.

Ao ser questionado pelos policiais sobre a história que havia contado inicialmente, Odiley reconheceu que inventou a narrativa. “Eu fiquei com medo. Infelizmente fiquei com medo. Porque isso nunca aconteceu num plantão que eu tô”, declarou durante o depoimento.

Segundo a Polícia Civil, o funcionário era o responsável pelo plantão noturno da ala onde estavam internados mais de 40 pacientes. Quando a ocorrência foi registrada, ele informou às autoridades que Alessandro teria tirado a própria vida.

A versão começou a ser contestada após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os peritos encontraram elementos que não correspondiam à dinâmica de um enforcamento, levantando suspeitas sobre a real causa da morte.

Conforme a investigação, Odiley acabou admitindo que modificou a cena para sustentar a falsa versão de suicídio. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento na morte do paciente e afirmou que nenhum outro funcionário teria participação no caso. Entretanto, segundo a Polícia Civil, ao ser confrontado com as evidências reunidas durante as diligências, confessou o homicídio.

As investigações apontam que Alessandro havia apresentado um surto psicótico na noite de sábado (30). Diante da situação, ele foi submetido a procedimentos de contenção dentro da unidade de tratamento.

O corpo foi encontrado na manhã seguinte por outros internos da clínica, já sem sinais vitais. A ocorrência chegou às autoridades como um suposto caso de suicídio, mas a linha de investigação mudou após a análise técnica realizada no local.

Outro ponto apurado pela Polícia Civil é que o suspeito teria tentado convencer uma testemunha a confirmar a versão apresentada por ele aos investigadores. A pessoa ouvida, contudo, negou a narrativa e colaborou com as apurações.

Diante dos elementos reunidos, Odiley Rodrigues Souza foi autuado por homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas podem ter contribuído para o crime ou para a tentativa de encobrir o ocorrido.

O caso começou a ser tratado como suicídio, mas ganhou outro rumo após a perícia identificar indícios de manipulação da cena. Além disso, a Polícia Civil apurou que o suspeito teria procurado uma testemunha para que confirmasse a versão falsa apresentada às autoridades. A pessoa ouvida, entretanto, negou os fatos relatados pelo plantonista.

Odiley Rodrigues Souza foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas tiveram participação na ocorrência.

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