Polícia
PRF apreende mais de meia tonelada de skunk escondidos em fundo falso de caminhão
Polícia
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu aproximadamente 540 quilos de skunk na tarde de sexta-feira (9), durante uma abordagem no km 208 da BR-364, em Rondonópolis. A droga estava escondida em um fundo falso na carroceria de um caminhão Mercedes-Benz amarelo.
De acordo com a PRF a equipe realizava fiscalizações de rotina por volta das 17h quando percebeu o caminhão saindo do entroncamento do anel viário e acessando a rodovia em direção a Rondonópolis. Diante da atitude considerada suspeita, os policiais decidiram realizar a abordagem.
O veículo era ocupado apenas pelo motorista. Durante a fiscalização, ele informou que havia carregado a carga em Rondônia e que faria duas entregas no estado de São Paulo, nos municípios de Fernandópolis e na capital paulista. No entanto, os policiais perceberam inconsistências no trajeto realizado pelo caminhão, já que a rota utilizada não era a normalmente adotada por veículos de carga que fazem esse percurso.
Questionado sobre a divergência, o motorista alegou posteriormente que havia transportado uma suposta mudança em Campo Novo dos Parecis, mas não conseguiu informar detalhes sobre o endereço da entrega, contratante do frete ou destinatário da carga.
Diante das contradições, a equipe utilizou um cão farejador, que indicou a presença de substância ilícita na parte frontal do compartimento de carga. No local apontado pelo animal, os policiais encontraram um compartimento oculto, conhecido popularmente como “mocó”.
Após a desmontagem da parede falsa, foram localizadas diversas caixas contendo substância análoga à skunk, totalizando aproximadamente 540 quilos da droga.
O motorista recebeu voz de prisão pelos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei de Drogas e foi encaminhado juntamente com o entorpecente à delegacia da Polícia Judiciária Civil em Rondonópolis para as providências cabíveis.
Polícia
Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica
Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.
Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.
As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.
“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.
Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.
Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.
“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.
Atuação dentro dos presídios
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.
A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.
“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.
A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.
“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.
“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.
Operação Fariseus
Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.
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