Polícia
Seduc e PM promovem formatura dos alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes concluintes do Ensino Médio
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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e a Polícia Militar (PMMT) promoveram nesta quinta-feira (18.12), a cerimônia de formatura dos estudantes das Escolas Estaduais Militares Tiradentes. A solenidade, na Arena Pantanal, em Cuiabá, reuniu autoridades, familiares e membros da comunidade escolar.
O evento marcou o encerramento de mais uma etapa da formação educacional dos estudantes, destacando valores como disciplina, respeito, responsabilidade e civismo.
Representando o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a diretora da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), Cristina Ferreira, destacou a trajetória dos estudantes e pela conquista da formatura.
“Vocês estudantes aprenderam nesses anos valores éticos e morais. Esse é o diferencial dessa escola. Vocês, agora, têm o dever e a responsabilidade de carregarem esse símbolo da Escola Militar Tiradentes. Isso não é para qualquer um”, completou.
O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou a importância das Escolas Estaduais Militares Tiradentes. De acordo com ele, elas ensinam os seus estudantes a terem disciplina, coragem, respeito à família, patriotismo, espírito de corpo e a realizarem tarefas em grupos.
“Ter homens e mulheres preparados, valorizando a nossa sociedade é muito importante. Tudo isso é pregado dentro da nossa instituição e da nossa estratégia de ensino. Agradeço às famílias por confiarem em nós”, disse ele.
O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), coronel César Roveri, afirmou que ver os estudantes se formando é um motivo de orgulho. “Estou muito feliz de ver vocês aqui e torço para que todos vocês deem frutos para a sociedade. Parabéns por terem chegado a esse momento”.
Os familiares acompanharam com emoção cada momento da solenidade, que simboliza o esforço coletivo entre alunos, professores, instrutores e equipe pedagógica.
Para Taila Silva de Oliveira, formanda da Escola Estadual Militar Tiradentes, contou que o início de sua trajetória no regime escolar militar foi difícil. “Depois que aprendemos como as coisas funcionam, tudo fica mais fácil. No final, vivi anos incríveis dentro da escola”, disse a estudante.
Na cerimônia, os formandos também participaram do juramento e de outros atos simbólicos que integram o rito militar.
Os alunos que deixaram o 9º ano também passaram pela cerimônia de troca de fiel, um cordão distintivo fixado ao uniforme, diferenciando o ciclo em que está matriculado e representando a lealdade, compromisso e outros.
Honra ao Mérito
As estudantes do 3º ano Raquel Freitas, da Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá, e Ana Mel Rocha Oliveira, da unidade de Várzea Grande, foram agraciadas com a Medalha dos 190 anos da Polícia Militar. A honraria reconhece o desempenho acadêmico das alunas, marcado por boas notas ao longo do ano letivo, além do comprometimento com os estudos, com a Escola Tiradentes e com a disciplina.
A Medalha dos 190 anos da Polícia Militar é concedida como forma de reconhecimento e homenagem a personalidades e instituições que se destacam pelos relevantes serviços prestados ao sistema de segurança pública do Estado de Mato Grosso.
Os estudantes, também dos 3º anos, em segundos e terceiros lugares, respectivamente, Alana dos Santos e Lucas Alves Correa (Tiradentes Cuiabá) e Eduarda Gabriele de Arruda e Breno Ferraça Nogueira (Tiradentes Várzea Grande), receberam uma moeda honorífica da PM.
A moeda é uma condecoração que a Polícia Militar concede às autoridades civis e militares que se destacam por seu mérito e apoio à corporação.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Funcionário admite ter criado cena de suicídio após morte de paciente: “Fiquei com medo”
Conteúdo/ODOC – O plantonista Odiley Rodrigues Souza admitiu à Polícia Civil que alterou a cena da morte de Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, para fazer parecer que o paciente havia cometido suicídio. Alessandro, que estava internado para tratamento de esquizofrenia, foi encontrado morto na manhã de domingo (31) em uma clínica terapêutica no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá.
Trechos do interrogatório revelam que o funcionário apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em um primeiro momento, ele afirmou que teria retirado a vítima de uma janela após um suposto enforcamento. No entanto, a investigação descartou essa hipótese ao constatar que Alessandro nunca esteve pendurado no local indicado.
Ao ser questionado pelos policiais sobre a história que havia contado inicialmente, Odiley reconheceu que inventou a narrativa. “Eu fiquei com medo. Infelizmente fiquei com medo. Porque isso nunca aconteceu num plantão que eu tô”, declarou durante o depoimento.
Segundo a Polícia Civil, o funcionário era o responsável pelo plantão noturno da ala onde estavam internados mais de 40 pacientes. Quando a ocorrência foi registrada, ele informou às autoridades que Alessandro teria tirado a própria vida.
A versão começou a ser contestada após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os peritos encontraram elementos que não correspondiam à dinâmica de um enforcamento, levantando suspeitas sobre a real causa da morte.
Conforme a investigação, Odiley acabou admitindo que modificou a cena para sustentar a falsa versão de suicídio. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento na morte do paciente e afirmou que nenhum outro funcionário teria participação no caso. Entretanto, segundo a Polícia Civil, ao ser confrontado com as evidências reunidas durante as diligências, confessou o homicídio.
As investigações apontam que Alessandro havia apresentado um surto psicótico na noite de sábado (30). Diante da situação, ele foi submetido a procedimentos de contenção dentro da unidade de tratamento.
O corpo foi encontrado na manhã seguinte por outros internos da clínica, já sem sinais vitais. A ocorrência chegou às autoridades como um suposto caso de suicídio, mas a linha de investigação mudou após a análise técnica realizada no local.
Outro ponto apurado pela Polícia Civil é que o suspeito teria tentado convencer uma testemunha a confirmar a versão apresentada por ele aos investigadores. A pessoa ouvida, contudo, negou a narrativa e colaborou com as apurações.
Diante dos elementos reunidos, Odiley Rodrigues Souza foi autuado por homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas podem ter contribuído para o crime ou para a tentativa de encobrir o ocorrido.
O caso começou a ser tratado como suicídio, mas ganhou outro rumo após a perícia identificar indícios de manipulação da cena. Além disso, a Polícia Civil apurou que o suspeito teria procurado uma testemunha para que confirmasse a versão falsa apresentada às autoridades. A pessoa ouvida, entretanto, negou os fatos relatados pelo plantonista.
Odiley Rodrigues Souza foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte e verificar se outras pessoas tiveram participação na ocorrência.
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