Política
Assembleia Legislativa homenageia personalidades com comendas, títulos de cidadão e moções de aplauso
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou dezenas de personalidades com a entrega de comendas, títulos de cidadão e moções de aplausos, na noite desta quarta-feira (10), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.
Durante a solenidade, requerida pelo deputado Elizeu Nascimento (PL), policiais militares e civis, delegados, investigadores, escrivães, bombeiros militares, líderes comunitários, empresários, gestores públicos, religiosos e representantes de diversas áreas da sociedade foram reconhecidos pelos relevantes serviços prestados ao estado de Mato Grosso.
“É muito gratificante poder homenagear homens e mulheres que marcaram a história de Mato Grosso com muito trabalho. São diversas autoridades e também pessoas humildes, como a Dona Juju, do bairro Dom Aquino, que tem uma grande trajetória no esporte feminino e já formou muitas atletas. Espero que essas honrarias incentivem ainda mais empresários, profissionais e cidadãos a continuarem contribuindo com o desenvolvimento do estado”, declarou o parlamentar.
Considerada a mais alta honraria concedida pelo Legislativo, a Comenda Filinto Müller foi entregue ao deputado estadual Francisco Guarnieri de Lima, ao major Abner James Lopes Campos, ao tenente-coronel Benedito Martins de Carvalho Júnior, e à policial militar Luciana Jucá de Oliveira.
“É uma felicidade imensa receber essa comenda tão importante do nosso estado de Mato Grosso, concedida pela Assembleia Legislativa. É um reconhecimento do nosso trabalho, como vereador e presidente da Câmara de Barra do Bugres, o mais jovem do país, empresário, produtor rural e também como deputado estadual”, afirmou Guarnieri, que assumiu como titular o mandato de deputado estadual em janeiro deste ano.
Policial Militar há 21 anos, Luciana Jucá de Oliveira é responsável pelo projeto Mulheres de Verdade e também preside o Grêmio Recreativo Esportivo da Rotam, onde coordena o programa Grêmio e Rotam, que utiliza o futebol e o jiu-jitsu para tirar crianças e adolescentes da rua, oferecendo oportunidades de estudo e trabalho. A iniciativa atende cerca de 400 crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, em Cuiabá e cidades vizinhas, e tem apresentado resultados positivos, como a revelação de atletas de destaque.
“No Grêmio e Rotam nós utilizamos o esporte como uma ferramenta de transformação, mostrando para as crianças e adolescentes atendidos que há oportunidades. O nosso objetivo é ensinar e instruir enquanto crianças para que elas não se percam na fase adulta e entrem para o mundo do crime”, ressaltou.
Foram agraciados com a Comenda Dante de Oliveira, destinada a reconhecer a atuação em defesa da democracia e da cidadania, o contador e empresário Antônio Gonçalves de Oliveira, diretor executivo do Grupo Servcontrol; o 1º sargento da PM Madson Siqueira Silva Neto; o especialista em marketing empresarial Themistoklis Sarris e o tenente-coronel da PM Tiago Costa Gomes.
A Medalha João Batista Jaudy de Honra ao Mérito Esportivo, que reconhece ações de incentivo e contribuição ao esporte mato-grossense, foi conferida à gestora esportiva e defensora do futebol feminino Elair Dias Pinto Brito (Dona Juju) e ao subtenente da PM Renildo Conceição da Costa.
Já a Comenda Pastor Sebastião José Rodrigo de Souza, destinada a homenagear relevantes feitos religiosos e comunitários, foi concedida aos pastores Claudemir Bejamin da Costa, Josmar Oliveira Alderete, Judson Martins Ribeiro e Odenir Braz Pereira.
Trinta e três pessoas foram contempladas com títulos de cidadão mato-grossense, dentre as quais a secretária de estado de Agricultura Familiar, Andreia Carolina Fujioka. Natural de Goiás, ela reside em Mato Grosso há 10 anos e se considera mato-grossense de coração.
“É com muita alegria que eu recebo esse título. Vim para Mato Grosso há dez anos e estou pronta para ajudar cada vez mais esse estado maravilhoso a crescer. A Secretaria de Agricultura Familiar tem conseguido avançar, entregando equipamentos para que os produtores possam desenvolver seus trabalhos, reduzindo muito o êxodo rural, principalmente dos jovens. Temos atualmente vários programas em plena aplicação: Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf), MT Produtivo, que tem recursos do BID, tudo para ajudar o produtor de pequena escala a ficar na sua área, a produzir, e, assim, termos alimentos saudáveis e sustentáveis”, declarou a gestora.
Além disso, foram entregues moções de aplausos a 83 pessoas e quatro empresas. Entre as personalidades contempladas, estão policiais militares da força tática que atuaram no salvamento de uma vítima de acidente de trânsito, ocorrido em janeiro deste ano, na rodovia estadual MT-140 em Sinop; e também policiais civis que participaram da Operação Safe Truck, deflagrada em Cuiabá para desarticular uma organização criminosa envolvida em crimes de furto e receptação de módulos de caminhões e também lavagem de dinheiro.
Fonte: ALMT – MT
Política
Especialistas defendem mudança na legislação e melhoria na fiscalização para evitar fake news nas eleições
Debatedores de uma audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (1º), defenderam critérios, como a atualização da legislação, para evitar a disseminação de informações falsas na internet. O debate tratou, principalmente, das eleições de 2026.
Com foco nos riscos de desinformação e de influência das ferramentas de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, a audiência também revelou falhas nas fiscalizações dos conteúdos reproduzidos na internet e a falta de mecanismos para garantir transparência.
O debate foi sugerido pela vice-presidente do CCS, Angela Cignachi, que manifestou preocupação com desafios a serem enfrentados ao longo do pleito deste ano, especialmente após o lançamento de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, em 2022.
“Não é exagero dizer que a comunicação mudou muito de lá para cá. Embora já tenhamos passado pelas eleições municipais nesse meio tempo, é certo que as eleições de 2026 trazem desafios inéditos para a comunicação social, para a ciência política e para o direito eleitoral, porque a tecnologia, nesses últimos quatro anos, avançou em um ritmo nunca visto”, afirmou.
Angela frisou que publicações via internet passaram a atacar também o processo eleitoral e o sistema eletrônico de votação do país, “atingindo diretamente a confiabilidade e a credibilidade da urna eletrônica e da própria Justiça Eleitoral”. Na opinião da conselheira, pilares do sistema eleitoral como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de chances entre os candidatos e a soberania popular não podem ser alcançados sem uma comunicação social justa e bem regulada.
Atualização
Para o advogado Diogo Rais, especialista em direito digital, a legislação eleitoral precisa ser atualizada, já que o cenário digital apresentou mudanças profundas ao longo dos últimos anos. Segundo o debatedor, o TSE tem inovado nesse campo, ao já ter modernizado pelo menos 100 dispositivos de suas resoluções sobre o tema.
Na visão de Rais, o Congresso precisa trabalhar por normas legislativas mais atuais já que, no campo eleitoral digital, a legislação quase não mudou.
“É hora de o Congresso Nacional definir balizas mínimas normativas para as eleições na internet. Talvez uma revisão das leis, que são do tempo do Orkut, considerando o cenário atual de inteligência artificial generativa, redes sociais extremamente dinâmicas, com entrega de conteúdo, curadoria e moderação do conteúdo”, avaliou.
Diogo Rais também falou sobre a função social da propaganda eleitoral. Segundo o especialista, a propaganda eleitoral é fundamental para ajudar a renovar as representações políticas nos espaços de poder. Ele defendeu que o uso do instrumento continue sendo estimulado, mesmo num ambiente virtual cada vez mais crescente.
“Não é bobagem: é uma forma de fazer a democracia se concretizar. É com a propaganda eleitoral que alguém do povo pode chegar a se eleger.”
Avanço da IA
Diretora de projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada frisou que a inteligência artificial já faz parte da “dieta informacional” dos brasileiros, sendo usada como fonte de notícia por quase 10% da população. Ela defendeu, portanto, o fortalecimento das estruturas de educação midiática e o estímulo ao jornalismo profissional como formas de garantir informações seguras no ambiente virtual.
O Aláfia Lab é um laboratório de pesquisa e inovação de Salvador (BA) focado no impacto social das tecnologias digitais, comunicação e internet. Maria Paula falou sobre uma pesquisa realizada com 1,5 mil pessoas.
“Para 9,7% delas, a principal fonte de informação são as ferramentas de IA, antes mesmo do jornal impresso, que ficou em 9,5%. Os dados também mostram que o uso dessas ferramentas é mais frequente entre pessoas jovens, de maior renda e com maior escolaridade. Entre brasileiros de 18 e 29 anos, por exemplo, 51% já utilizaram o ChatGPT, enquanto, entre pessoas com 45 anos ou mais, esse índice cai para 35%”, disse.
Ela também chamou a atenção para o aumento do uso de avatares artificiais que simulam eleitores e comentaristas políticos, por exemplo, observando que esses instrumentos podem piorar os índices de desinformação, pois alcançam muitas pessoas. Para a especialista, o aprofundamento do debate é essencial, “com vistas a uma solução efetiva para a questão, tanto para o pleito de 2026 quanto para as eleições futuras”.
Fiscalização limitada
Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles apontou limites na fiscalização da publicidade em ambiente virtual no país. Ela frisou a ocorrência de veiculação de conteúdos na internet sem a devida transparência, bem como fraudes encontradas em anúncios difundidos por meio de ferramentas de inteligência artificial.
Para Débora, as eleições de 2026 enfrentam desafios significativos, especialmente quanto à possibilidade de publicidade fraudulenta, às dificuldades de fiscalização das modulações de conteúdos e um acesso ineficiente da população a dados oficiais e seguros.
“Como a fiscalização da publicidade online é limitada, a gente vê a criação de um mercado paralelo de publicidade político-eleitoral nessas plataformas, que operam sem garantias de isonomia, sem garantia de transparência e sem respeito às normas locais”.
Já o presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffman, salientou que as eleições são vistas muitas vezes como ferramenta comercial, “sem compromisso com a verdade ou com a natureza da atividade”. Para o convidado, é importante a sociedade ter em mente que comunicação demanda tempo e empenho para gerar voto consciente.
“Estamos aqui para mostrar e reafirmar que fazemos parte da solução quando o assunto é eleições livres, participação popular e fortalecimento da democracia.”
Ambiente complexo
O debate foi conduzido pela presidente do CCS, Patrícia Blanco, que reforçou os desafios impostos ao longo dos últimos quatro anos pelo crescimento indiscriminado do uso das ferramentas de inteligência artificial. Ela adiantou que o conselho fará outra audiência pública sobre o assunto em julho.
Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado
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