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CCJR derruba dois vetos do Executivo e avança na análise de projetos durante

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou dois vetos do governo do Estado, nesta terça-feira (9), durante a 30ª reunião ordinária, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat.

Foram derrubados os vetos 114/25 (PL 1619/23), que veda a realização de concurso público com oferta simbólica de vagas ou que se destine exclusivamente à formação de cadastro de reserva em Mato Grosso, e o 115/25 (PL 14/24), que institui a Medalha Jovem Escritor das escolas públicas de Mato Grosso, com a finalidade de reconhecer e incentivar os jovens à produção literária.

Sobre o cadastro reserva, o presidente da CCJR, deputado Eduardo Botelho (União) afirmou que o mecanismo tem provocado confusão entre os candidatos. “As pessoas param de estudar, ficam esperando uma convocação que pode não acontecer, e isso cria pressão em cima dos deputados e do governo. A intenção da lei foi boa, mas, na prática, está causando mais problema do que solução”.

Segundo ele, muitos candidatos têm feito mudanças de vida acreditando que serão chamados. “Tem gente que até muda para Mato Grosso achando que já vai ser convocado. Isso não é justo. Então, entendemos que é melhor acabar com isso ou, no máximo, estabelecer um número pequeno de cadastros de reserva. Acredito que o plenário deva derrubar esse veto”, explicou.

A comissão deu parecer favorável ao Projeto de Lei 1160/25, de autoria do deputado Dr. João (MDB), que acrescenta dispositivo à Lei 11.088/20, referente à Política Estadual de Recursos Hídricos. Já o PL 1693/25 recebeu parecer favorável do relator, deputado Fábio Tardin, mas foi rejeitado pelos deputados Wilson Santos (PSD), Botelho e Diego Guimarães (Republicanos). Esse projeto institui as espécies de peixes Tabatinga e Dourado como símbolo da piscicultura mato-grossense e dá outras providências, de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União).

Outras matérias aprovadas com parecer favorável: 1735/23, 12/24, 986/25, 1545/23, 2253/23, 121/24, 872/24, 1521/23, 2316/23, PLC 42/24, 1001/24, 930/25, 1736/25, 1766/25, 1767/25 e 1770/25.

Com parecer contrário: PL 467/21, 142/22, 2196/23, 279/24, 886/24, 492/24, 220/25 e 425/25. Houve retirada de pauta do projeto 1165/23, e pedido de vista ao PL 148/23.

Botelho também comentou o pedido de vista ao PL 148/23 que trata da gratuidade no transporte coletivo intermunicipal para jovens de baixa renda e dá outras providências. “Pedi vista no projeto do deputado Thiago Silva, que concede gratuidade a todos os jovens. Ele menciona baixa renda, mas é difícil definir quem é de baixa renda. E quase todo mundo que anda de ônibus é de baixa renda. É um projeto que precisa ser analisado com mais cuidado”.

Discussão da LOA – Botelho também explicou o andamento da análise da Lei Orçamentária Anual (LOA). “Queremos intensificar o trabalho, porque entendemos que ou aprovamos até semana que vem, ou só no ano que vem. Se a intenção é votar ainda este ano, precisamos fechar as emendas e disponibilizar tudo para a sessão de quarta-feira (17)”.

Também participaram da reunião, os deputados Wilson Santos e Diego Guimarães.

Fonte: ALMT – MT

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Mato Grosso

Janete Riva negocia acordo e juíza suspende ação sobre desvio na AL

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A juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, suspendeu por 30 dias a ação de improbidade administrativa contra a ex-secretária Janete Riva, pelo desvio de um cheque de R$ 12 mil usado para a compra de gado.

O pedido foi feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitou a suspensão por 90 dias. O motivo alegado foi que as partes estavam conversando para tentar um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC), uma espécie de “confissão” para resolver o caso sem uma sentença condenatória definitiva.

O próprio MP foi quem ajuizou a ação, acusando Janete Riva de ter participado de um esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na década de 2000.

 

A suspeita é que o esquema pagava empresas “fantasmas” por serviços que nunca foram prestados, a fim de desviar o dinheiro público. No caso de Janete, foi apontado que um dos cheques, no valor de R$ 12 mil, emitido para uma dessas empresas, acabou sendo usado para pagar a compra de 200 cabeças de gado para ela.

O marido de Janete, o ex-deputado estadual José Riva, era réu nesse mesmo processo, mas o caso contra ele foi encerrado porque fez um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, confessando sua participação nos desvios.

Janete já havia sido condenada a devolver R$ 6 mil em 1ª instância, porém, em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça (TJMT) anulou essa condenação, inocentando-a por falta de provas.

“Assim, defiro parcialmente o pedido do requerente e suspendo o processo pelo prazo de trinta (30) dias, prazo este que se mostra proporcional, razoável e suficiente para a finalidade almejada, sem comprometer a duração razoável do processo”, decidiu a magistrada.

Se o acordo for fechado, o processo pode ser resolvido sem a necessidade de uma sentença condenatória definitiva. Caso não aconteça o acordo, o processo seguirá para a fase instrutória.

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