Política
“Ferrogrão deve ser tratada com responsabilidade constitucional”, afirma senador José Lacerda
Política
O senador José Lacerda afirmou que a discussão sobre a Ferrogrão — ferrovia de 900 km entre Mato Grosso e Pará — precisa ser conduzida com responsabilidade constitucional, defendendo que o país não pode impedir a aprovação legislativa de projetos de infraestrutura.
“Se a moda de não aprovar projeto antes do licenciamento ambiental pegar, será a falência do Brasil”, alertou.
Ex-secretário de Meio Ambiente, Lacerda afirmou ter pleno entendimento jurídico e técnico do tema. Para ele, o licenciamento é essencial, mas não pode impedir que o país avance.
“Está na Constituição: desenvolvimento nacional, dignidade humana e qualidade de vida.”
O senador ressaltou ainda que a obra beneficiaria diretamente milhões de famílias. “Só em Mato Grosso, 3,8 milhões de pessoas seriam beneficiadas.”
Ele também criticou o abandono das hidrovias. “Não se justifica as hidrovias brasileiras estarem paradas. O país precisa de transporte intermodal para garantir segurança alimentar.”
Lacerda lembrou que o Brasil produz alimentos para 1 bilhão de pessoas, mas depende de infraestrutura eficiente para continuar expandindo.
Política
Comissão da Câmara aprova projeto que declara nulo casamento de menores de 16 anos de idade
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Código Civil para declarar a nulidade, em qualquer caso, do casamento de pessoas que não atingiram 16 anos de idade, a chamada idade núbil.
O texto aprovado exclui artigos do Código Civil que preveem a possibilidade de casamento antes da idade núbil, como em caso de gravidez, ou estabelecem regras e prazos para confirmação ou anulação desses casamentos.
A relatora na CCJ, deputada Ana Paula Lima (PT-SC), apresentou um substitutivo com ajustes técnicos ao Projeto de Lei 195/24, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
Apesar de considerar constitucional, o parecer de Lima foi pela injuridicidade e má técnica legislativa do PL 5011/23, do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
O projeto de Laura Carneiro estava apensado ao de Máximo, que pretendia facilitar o casamento de quem atingiu a idade núbil com a assinatura de um dos pais ou responsáveis. Atualmente, a lei exige a assinatura de ambos os pais ou representantes legais nesses casos.
A relatora considerou que a proposta de Máximo “fragiliza o poder familiar ao admitir que apenas um dos genitores possa autorizar o casamento de menores e é omisso quanto à solução da hipótese de divergência entre os pais”.
Ana Paula Lima também destacou que a “vedação do casamento de menores de 16 anos encontra respaldo constitucional na proteção à infância e à juventude” e, portanto, torná-lo nulo é compatível com a Constituição.
Próximos passos
A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para a análise do Senado, a menos que haja recurso para votação, antes, pelo Plenário da Câmara.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Paula Bittar
Edição – Ana Chalub
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