Política

Inovação da ALMT em IA é destaque no principal encontro legislativo do país

Publicado em

Política

O projeto pioneiro de Inteligência Artificial (IA) desenvolvido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi apresentado como estudo de caso de sucesso durante a 28ª Conferência Nacional da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais). A iniciativa integrou o painel promovido pela Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral), dedicado a debater o futuro da comunicação pública entre profissionais de imprensa legislativa de todo o país.

Realizada entre os dias 2 e 5 de dezembro, a conferência reuniu representantes das assembleias estaduais para discutir experiências e projetos voltados ao fortalecimento da comunicação institucional e ao aprimoramento da relação entre o Parlamento e a sociedade.

O primeiro-secretário da Mesa Diretora, deputado Dr. João (MDB), participou da apresentação e destacou que o uso estratégico da tecnologia fortalece a transparência e amplia a participação cidadã. “A Assembleia Legislativa de Mato Grosso entende que uma comunicação moderna garante mais acessibilidade, inclusão e participação”, afirmou.

A ferramenta apresentada é a assistente virtual Alê, criada pelo Núcleo de Publicidade da Secretaria de Comunicação (Secom) em 2024. Desenvolvida inicialmente para o Instagram, a Alê passou a integrar também o site institucional da ALMT, oferecendo resumos automáticos das notícias publicadas e facilitando o acesso às informações.

Em sua fala, o superintendente da Secretaria de Comunicação (Secom), José Marques, ressaltou que o projeto reflete o compromisso da gestão em acompanhar a evolução tecnológica para aprimorar o diálogo com o cidadão. “O uso da inteligência artificial otimiza processos, melhora a entrega de informações e permite tomada de decisões estratégicas no consumo das informações”, defendeu. “A IA da Assembleia é uma ferramenta nova, que integra um trabalho de modernizar ainda mais a Secom. O intuito é acompanhar as mudanças tecnológicas e seguir aperfeiçoando ainda mais”, falou.

Foto: GILBERTO LEITE/ALMT

A gerente de publicidade, Noêmia Almeida, explicou aos participantes que iniciativa é resultado de um trabalho em equipe pautado em ampliar o alcance e a participação do cidadão na comunicação institucional. “ A comunicação da ALMT tem uma equipe de profissionais altamente capacitados e o desenvolvimento dessa IA é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido para tornar as ferramentas de comunicação mais acessível, inclusiva e participativa”, destacou.

Noêmia também lembrou que os meios pelos quais a informação é distribuída como redes sociais, sites ou emissoras, são tão determinantes quanto o conteúdo em si, influenciando diretamente a forma como a mensagem é recebida, interpretada e até como impacta a sociedade.

O presidente da Astral e diretor da TV e Rádio Assembleia do Rio Grande do Norte, Gerson de Castro, mediou o painel e destacou a representatividade de Mato Grosso no cenário nacional. “Mato Grosso há muito tempo desponta como referência na comunicação como um todo. Ela foi pioneira nas redes legislativas com a tevê e rádio, capitaneado pelo falecido Wanderlei de Oliveira. Agora vemos novamente sua inovação com esse projeto de IA, que demonstra a importância e o investimento em tecnologia e profissionais para ampliar o alcance dos conteúdos produzidos pela rede de comunicação da Assembleia de Mato Groso”.

Outras participações – A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) esteve representada pelo deputado e primeiro secretário Dr. João (MDB) e pelo deputado Júlio Campos (União). Uma comitiva de servidores também participou do encontro levando projetos inovadores e compartilhando iniciativas e boas práticas desenvolvidas no Parlamento mato-grossense.

Integrante do Parlamento Amazônico, o deputado Júlio Campos (União) participou de mesas redondas e do encontro do grupo técnico. As principais pautas foram a eleição da nova diretoria e os desafios dos estados amazônicos.

“Um dos problemas que mais aflige Cuiabá, Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, enfim todas as capitais da região amazônica, é o problema da falta de ligação aérea. Hoje o cidadão não consegue viajar direto para esses destinos. Todos os voos passam por Brasília ou São Paulo. A malha aérea do norte do Brasil está totalmente desequilibrada, acabou”, destacou o deputado.

O grupo também falou das questões climáticas e fez um breve balanço da COP 30, a conferência internacional do clima, realizada em Belém (PA), em novembro deste ano. O deputado Dr. João também participou das discussões do Parlamento Amazônico e os painéis com convidados nacionais de diversas instituições.

A Escola do Legislativo apresentou um painel no colegiado técnico. O projeto compartilhado foi “Educação Legislativa em Movimento”. Iniciativa que leva palestras, debates e exposições sobre democracia, cidadania, história e funcionamento do Parlamento diretamente para as escolas.

“O projeto surgiu com o intuito de aproximar a ALMT da sociedade e despertar o interesse dos jovens pela política e pela participação cívica, valorizando também a identidade e o patrimônio de Mato Grosso”, explicou a coordenadora do projeto em sua apresentação, Adriane Silva.

Unale 2025 – Considerado o maior encontro de parlamentar da América Latina, a 28ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), aconteceu entre os dias 2 e 5 deste mês, em Bento Gonçalves (RS). A conferência teve como tema central “Os Legislativos Estaduais no tempo da IA e das Emergências Climáticas”.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Especialistas defendem mudança na legislação e melhoria na fiscalização para evitar fake news nas eleições

Publicados

em

Debatedores de uma audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (1º), defenderam critérios, como a atualização da legislação, para evitar a disseminação de informações falsas na internet. O debate tratou, principalmente, das eleições de 2026.

Com foco nos riscos de desinformação e de influência das ferramentas de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, a audiência também revelou falhas nas fiscalizações dos conteúdos reproduzidos na internet e a falta de mecanismos para garantir transparência.

O debate foi sugerido pela vice-presidente do CCS, Angela Cignachi, que manifestou preocupação com desafios a serem enfrentados ao longo do pleito deste ano, especialmente após o lançamento de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, em 2022.

“Não é exagero dizer que a comunicação mudou muito de lá para cá. Embora já tenhamos passado pelas eleições municipais nesse meio tempo, é certo que as eleições de 2026 trazem desafios inéditos para a comunicação social, para a ciência política e para o direito eleitoral, porque a tecnologia, nesses últimos quatro anos, avançou em um ritmo nunca visto”, afirmou.

Angela frisou que publicações via internet passaram a atacar também o processo eleitoral e o sistema eletrônico de votação do país, “atingindo diretamente a confiabilidade e a credibilidade da urna eletrônica e da própria Justiça Eleitoral”. Na opinião da conselheira, pilares do sistema eleitoral como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de chances entre os candidatos e a soberania popular não podem ser alcançados sem uma comunicação social justa e bem regulada.

Atualização
Para o advogado Diogo Rais, especialista em direito digital, a legislação eleitoral precisa ser atualizada, já que o cenário digital apresentou mudanças profundas ao longo dos últimos anos. Segundo o debatedor, o TSE tem inovado nesse campo, ao já ter modernizado pelo menos 100 dispositivos de suas resoluções sobre o tema.

Na visão de Rais, o Congresso precisa trabalhar por normas legislativas mais atuais já que, no campo eleitoral digital, a legislação quase não mudou.

“É hora de o Congresso Nacional definir balizas mínimas normativas para as eleições na internet. Talvez uma revisão das leis, que são do tempo do Orkut, considerando o cenário atual de inteligência artificial generativa, redes sociais extremamente dinâmicas, com entrega de conteúdo, curadoria e moderação do conteúdo”, avaliou.

Diogo Rais também falou sobre a função social da propaganda eleitoral. Segundo o especialista, a propaganda eleitoral é fundamental para ajudar a renovar as representações políticas nos espaços de poder. Ele defendeu que o uso do instrumento continue sendo estimulado, mesmo num ambiente virtual cada vez mais crescente.

“Não é bobagem: é uma forma de fazer a democracia se concretizar. É com a propaganda eleitoral que alguém do povo pode chegar a se eleger.”

Avanço da IA
Diretora de projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada frisou que a inteligência artificial já faz parte da “dieta informacional” dos brasileiros, sendo usada como fonte de notícia por quase 10% da população. Ela defendeu, portanto, o fortalecimento das estruturas de educação midiática e o estímulo ao jornalismo profissional como formas de garantir informações seguras no ambiente virtual.

O Aláfia Lab é um laboratório de pesquisa e inovação de Salvador (BA) focado no impacto social das tecnologias digitais, comunicação e internet. Maria Paula falou sobre uma pesquisa realizada com 1,5 mil pessoas.

“Para 9,7% delas, a principal fonte de informação são as ferramentas de IA, antes mesmo do jornal impresso, que ficou em 9,5%. Os dados também mostram que o uso dessas ferramentas é mais frequente entre pessoas jovens, de maior renda e com maior escolaridade. Entre brasileiros de 18 e 29 anos, por exemplo, 51% já utilizaram o ChatGPT, enquanto, entre pessoas com 45 anos ou mais, esse índice cai para 35%”, disse.

Ela também chamou a atenção para o aumento do uso de avatares artificiais que simulam eleitores e comentaristas políticos, por exemplo, observando que esses instrumentos podem piorar os índices de desinformação, pois alcançam muitas pessoas. Para a especialista, o aprofundamento do debate é essencial, “com vistas a uma solução efetiva para a questão, tanto para o pleito de 2026 quanto para as eleições futuras”.

Fiscalização limitada
Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles apontou limites na fiscalização da publicidade em ambiente virtual no país. Ela frisou a ocorrência de veiculação de conteúdos na internet sem a devida transparência, bem como fraudes encontradas em anúncios difundidos por meio de ferramentas de inteligência artificial.

Para Débora, as eleições de 2026 enfrentam desafios significativos, especialmente quanto à possibilidade de publicidade fraudulenta, às dificuldades de fiscalização das modulações de conteúdos e um acesso ineficiente da população a dados oficiais e seguros.

“Como a fiscalização da publicidade online é limitada, a gente vê a criação de um mercado paralelo de publicidade político-eleitoral nessas plataformas, que operam sem garantias de isonomia, sem garantia de transparência e sem respeito às normas locais”.

Já o presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffman, salientou que as eleições são vistas muitas vezes como ferramenta comercial, “sem compromisso com a verdade ou com a natureza da atividade”. Para o convidado, é importante a sociedade ter em mente que comunicação demanda tempo e empenho para gerar voto consciente.

“Estamos aqui para mostrar e reafirmar que fazemos parte da solução quando o assunto é eleições livres, participação popular e fortalecimento da democracia.”

Ambiente complexo
O debate foi conduzido pela presidente do CCS, Patrícia Blanco, que reforçou os desafios impostos ao longo dos últimos quatro anos pelo crescimento indiscriminado do uso das ferramentas de inteligência artificial. Ela adiantou que o conselho fará outra audiência pública sobre o assunto em julho.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA