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Jornalista é agredido por esposa de vereador durante protesto contra a prefeita em VG

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O jornalista Américo Neponuceno, da TV Toninho de Souza, foi agredido na manhã desta quinta-feira (15) enquanto cobria um protesto contra a gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), em frente à Câmara Municipal. O episódio ocorreu em meio a uma manifestação de servidores públicos e representantes comunitários que cobravam melhorias urgentes nos serviços básicos do município e acabou expondo o clima de tensão e descontrole que marca a atual administração.

De acordo com boletim de ocorrência registrado na Central de Ocorrências, a agressão teria sido cometida por Mônica Piaia, esposa do vereador Wender Madureira (Republicanos), um dos parlamentares que apoiaram o ato. O jornalista relatou ter sido empurrado e atingido na mão e no rosto enquanto exercia sua atividade profissional. Apesar das agressões, Américo não realizou exame de corpo de delito até o momento.

O protesto reuniu servidores e lideranças comunitárias que denunciaram o colapso de serviços essenciais em Várzea Grande, como o abastecimento irregular de água, falhas na coleta de lixo e atrasos no pagamento de empresas terceirizadas. Cartazes, faixas e um trio elétrico foram usados para amplificar as críticas à prefeita, que não compareceu ao local nem enviou representantes para dialogar com os manifestantes.

A mobilização contou com o apoio dos vereadores Wender Madureira e Feitoza (PSB), e evidenciou crescente desgaste político da prefeita, alvo de protestos recorrentes desde o início da gestão. O episódio de agressão a um profissional da imprensa, ocorrido em um ato público contra o governo municipal, reforça as críticas à condução política da prefeita e levanta questionamentos sobre a tolerância e o respeito às instituições democráticas e à liberdade de imprensa em Várzea Grande.

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Cuiabá

Dra. Mara cobra soluções para pontos finais precários do transporte coletivo em Cuiabá

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Fiscalizações realizadas pela vereadora revelaram problemas estruturais, falta de manutenção e condições precárias enfrentadas por motoristas e usuários; audiência buscou identificar responsáveis e cobrar soluções

A situação dos pontos finais do transporte coletivo de Cuiabá esteve no centro de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (3), na Câmara Municipal.

Convocado pela vereadora Dra. Mara, o debate reuniu representantes da Prefeitura, órgãos de fiscalização, concessionárias, trabalhadores e usuários do sistema para discutir problemas que, segundo a parlamentar, se arrastam há anos sem solução definitiva.

A audiência teve como ponto de partida fiscalizações realizadas pela própria vereadora em diferentes regiões da Capital. Durante as visitas, foram constatadas estruturas deterioradas, banheiros em condições inadequadas de uso e ausência de espaços apropriados para descanso e alimentação dos motoristas.

Ao apresentar os relatos, Dra. Mara questionou quem responde pela manutenção dos pontos finais e quais medidas efetivas estão sendo adotadas para corrigir as irregularidades encontradas.
“O que vimos em campo demonstra uma realidade que não pode ser ignorada. Existem trabalhadores cumprindo jornadas extensas sem a estrutura mínima necessária, enquanto a população também enfrenta dificuldades diariamente. Precisamos identificar responsabilidades e cobrar providências”, afirmou.

Durante o debate, uma das principais questões levantadas foi justamente a divisão de atribuições entre o município, as empresas concessionárias e os órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema.
Representantes da administração pública e da agência reguladora apresentaram esclarecimentos sobre as competências de cada setor, mas a discussão evidenciou a necessidade de maior integração e fiscalização permanente.

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana apontam que o transporte coletivo de Cuiabá movimenta mais de 156 mil passageiros por dia e opera com 91 linhas. Apesar dos investimentos anunciados pela gestão municipal e da renovação da frota, usuários e trabalhadores relataram que problemas estruturais continuam presentes em diversos pontos da cidade.

Outro tema que chamou atenção foi o volume de recursos públicos destinados ao sistema. Segundo informações apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini, o custo operacional da tarifa ultrapassa R$ 11 por passageiro, enquanto o usuário paga R$ 4,95, sendo a diferença subsidiada pelo município. O dado reforçou questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos diante dos investimentos realizados.

Ao final da audiência, Dra. Mara defendeu que os encaminhamentos não fiquem apenas no campo das discussões e resultem em medidas concretas.
Para a parlamentar, o primeiro passo é garantir transparência sobre as responsabilidades de cada ente envolvido e estabelecer um cronograma de ações para corrigir as deficiências identificadas nas fiscalizações.

“O cidadão paga a tarifa, o município investe recursos públicos e os trabalhadores mantêm o sistema funcionando. O mínimo que se espera é respeito e condições adequadas para todos. Nossa função agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar que as soluções saiam do papel”, concluiu.

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