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Mesa diretora 100% feminina, produtividade recorde e foco em modernização marcam gestão de Paula Calil na Câmara de Cuiabá

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Presidente do Legislativo afirma que 2025 teve alta de 270% nas proposituras, cerca de 50 mil indicações e reforça que, mesmo no mesmo partido do prefeito, Câmara mantém fiscalização e autonomia

 

A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), avalia como “positivo” o primeiro ano de sua gestão à frente do Legislativo, marcado por um feito inédito: a formação da primeira mesa diretora 100% feminina do Brasil. Em entrevista, Paula destacou resultados administrativos e legislativos, citando crescimento expressivo na produtividade, fortalecimento da participação popular por meio de audiências públicas e uma agenda voltada à modernização, transparência e fiscalização.

 

“Eu analiso como um ano positivo, um ano de muito aprendizado, um ano de muitos desafios, onde nós trouxemos o conhecimento e a vivência da iniciativa privada para a gestão pública”, afirmou.

 

Farmacêutica, empreendedora e mãe, Paula Calil contou que nasceu no Rio Grande do Sul, mas se considera “cuiabana de coração”. Segundo ela, chegou ao estado em 1992, onde estudou, formou-se, constituiu família e empreendeu a partir de 2004. “Aqui eu estudei, me formei, constitui minha família, meus filhos são cuiabanos, vim a empreender no ano de 2004 e hoje estou como agente política”, relatou. Ao se apresentar, sintetizou sua identidade pública e privada: “Paula Calil é mãe, esposa, filha, farmacêutica, empreendedora e vereadora por Cuiabá, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá”.

 

A entrada na política, segundo Paula, não começou com um projeto eleitoral, mas com uma trajetória construída nos bastidores. Ela lembrou que, ainda em 2010, participou da fundação de um grupo jovem inicialmente voltado ao combate à corrupção, a Associação Política Jovem, ligada ao irmão, o deputado Faissal. Com o tempo, a iniciativa incorporou um eixo social e passou a atuar diretamente em comunidades.

 

“Com o tempo nós percebemos a importância de fazer o social, de introduzir o social”, disse. A virada mais concreta, segundo ela, veio em 2021, com a inauguração da primeira sede da iniciativa, oferecendo aulas para crianças, como balé, judô e karatê. A experiência, relatou, ampliou-se para as mães e, posteriormente, para as famílias como um todo. “Eu vejo o quanto o social transforma vidas, não só de crianças, mas também de jovens e de mulheres”, afirmou.

 

Paula explicou que a decisão de disputar a eleição exigiu uma reorganização completa da vida profissional. Como empreendedora, disse que precisou estruturar processos na empresa para permitir que pudesse se afastar e se dedicar à campanha e, se eleita, ao mandato. “Eu precisava organizar os processos dentro da empresa para que outro viesse me substituir, para eu poder me dedicar”, relatou.

 

A candidatura, contou, inicialmente não teve apoio familiar. A decisão final, segundo ela, veio no início de 2024, quando reuniu a família e comunicou o desejo de ser pré-candidata e depois candidata a vereadora por Cuiabá. O conselho que recebeu naquele momento, segundo Paula, se tornou determinante para o formato de sua pré-campanha. “O Faissal falou: Paula, então é o seguinte, coloca um tênis e vai andar, vai conhecer a realidade, de fato”, contou. A partir daí, ela passou a visitar bairros, famílias e comunidades, construindo as bandeiras e as prioridades que levaria para o mandato.

 

Eleita em outubro, Paula passou por um processo acelerado: do primeiro mandato à presidência da Câmara em pouco tempo. Ela contou que, ainda durante a transição da prefeitura, já começaram as conversas sobre a formação da mesa diretora. Foi em um café da manhã, segundo ela, que surgiu a possibilidade de uma composição totalmente feminina.

 

Paula afirmou que a mesa diretora eleita é um marco nacional. “Essa mesa diretora é uma mesa diretora histórica a nível Brasil. É a primeira mesa diretora 100% feminina a nível Brasil”, declarou. Para ela, o simbolismo é real, mas não se sustenta apenas no discurso. Segundo a presidente, trata-se também de uma mesa plural, com diversidade de perfis e experiências, incluindo vereadoras com trajetória no setor privado, no serviço público e no parlamento estadual.

 

Ela atribuiu a conquista a dois movimentos: primeiro, o resultado das urnas; depois, a adesão interna dos vereadores. “Quem nos deu essa oportunidade foi a população cuiabana quando ela elege oito mulheres para essa legislatura”, afirmou, destacando que Cuiabá chegou a 30% de representatividade feminina, acima da média nacional, que ela estima em torno de 20%. “Depois, no segundo momento, os vereadores, porque nós somos eleitas duas vezes: pela população e depois pelos vereadores”, completou.

 

Na avaliação da presidente, o avanço na representatividade não é apenas estatístico, mas estratégico para o futuro político. Ela defendeu que a democracia só será plena quando homens e mulheres tiverem igualdade nas tomadas de decisões. “Eu sempre falo que a democracia só estará em sua plenitude quando nós tivermos homens e mulheres em poder ter igualdade nas tomadas de decisões”, afirmou.

 

Ao analisar o desempenho do Legislativo em 2025, Paula Calil afirmou que a gestão buscou desde o início estabelecer pilares claros: legalidade, transparência, compromisso e modernização. Ela relatou que, por ser um ambiente novo, precisou montar equipe técnica e adotar rotinas administrativas típicas da iniciativa privada, especialmente na gestão de contratos e no planejamento estratégico.

 

“Desde o primeiro momento, eu falei: nós vamos conduzir os trabalhos dentro da legalidade, com transparência, com compromisso e modernização”, disse. Para ela, a intenção é que a mesa diretora deixe um legado que ultrapasse o simbolismo do gênero. “A gente quer deixar um legado para o próximo presidente e para as próximas gerações dessa mesa diretora 100% feminina”, declarou.

 

O argumento central apresentado por Paula para sustentar a avaliação positiva do ano é a produtividade legislativa. Ela afirmou que, ao comparar 2025 com 2024, houve um crescimento de cerca de 270% nas proposituras e indicações. Além disso, citou um volume de aproximadamente 50 mil indicações apresentadas pelos parlamentares.

 

“Quando você olha os resultados da Câmara no ano de 2025, comparando ao ano de 2024, nós tivemos uma alta produtividade. Tivemos um crescimento em torno de 270% em relação ao ano anterior. Nós tivemos aproximadamente 50 mil indicações por parte dos parlamentares”, afirmou.

 

Paula contextualizou os números como expressão do papel institucional da Câmara. Para ela, o Legislativo não se resume à aprovação de leis, mas atua em três frentes: legislar, fiscalizar e representar. “A Câmara é a casa do povo. Porque nós somos eleitos pelo voto popular. Mas o que a Câmara faz? Legisla, fiscaliza e representatividade”, afirmou. Segundo ela, o aumento de audiências públicas e sessões solenes fortalece a participação do cidadão e amplia o debate sobre temas estratégicos para a cidade.

 

A presidente também destacou o crescimento de requerimentos de informação, instrumento formal de fiscalização do Legislativo. Ela explicou que o vereador não pode “adentrar num órgão público e mexer numa gaveta”, sendo necessário seguir o rito de visitas técnicas e formalização de pedidos. “Esse é o nosso instrumento de fiscalização”, pontuou.

 

Questionada sobre o relacionamento com o Executivo, já que integra o mesmo partido do prefeito Abílio, Paula afirmou que a afinidade partidária não anula o dever constitucional de fiscalização. “Eu estar, eu ser do PL como prefeito Abílio é do PL, e estar como presidente da Câmara Municipal não quer dizer que eu não vá fiscalizar. Vou fiscalizar porque eu fui eleita pelo povo para defender o cidadão cuiabano”, disse.

 

Como exemplo, ela citou a discussão sobre o Índice de Participação dos Municípios (IPM), indicador que influencia o repasse de recursos aos municípios. Segundo ela, Cuiabá vem registrando queda no índice e a Câmara passou a tratar o tema de forma mais técnica. “O IPM era 12.41 e vem caindo e hoje nós estamos em 7 pontos alguma coisa”, relatou. Ela afirmou ainda que auditores municipais chegaram a destacar que, historicamente, a Câmara não costumava usar requerimentos de informação para discutir economia e receita municipal. “Historicamente a Câmara nunca havia feito requerimento de informação na parte de economia… e no ano passado nós fizemos”, afirmou.

 

A presidente também destacou a assinatura de um termo de cooperação com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) em 2025, voltado ao debate do desenvolvimento socioeconômico do município. Segundo ela, Cuiabá precisa recuperar protagonismo econômico e ampliar sua capacidade de gerar riqueza. “Cuiabá nós não temos uma economia com dinheiro novo, então a gente precisa, a Câmara precisa trazer isso para o debate”, defendeu.

 

Além do balanço institucional, Paula citou ações do próprio mandato. Entre as leis aprovadas, destacou a criação do programa “Adote um ponto de parada para os motoboys”, voltado a garantir condições mínimas de dignidade a uma categoria que, segundo ela, enfrenta diariamente sol, chuva e trânsito.

 

“É uma categoria que eu acompanho há algum tempo… e aí no ano passado, em dezembro, a gente conseguiu aprovar uma lei que adote um ponto de parada para os motoboys, onde a iniciativa privada poderá fazer parceria com o poder público… para dar mais dignidade para esses profissionais”, afirmou.

 

Ela também lembrou o papel desses trabalhadores durante a pandemia, quando o delivery se tornou serviço essencial. “Enquanto nós estávamos nas nossas casas, no isolamento, esses profissionais estavam trabalhando na entrega, levando medicamentos”, disse.

 

Na pauta das mulheres, Paula destacou o protocolo “Cuiabá Protege Mulheres”, voltado à adesão de estabelecimentos privados para acolhimento de vítimas em situação de risco, evitando revitimização e garantindo encaminhamento aos órgãos competentes. Citou também a campanha permanente “Homem de Verdade que protege mulheres”, defendendo que o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio exige participação masculina.

 

“O Mato Grosso lidera o ranking nacional em feminicídios e a gente vem trabalhando de forma permanente, fazendo campanhas para mudar essa realidade”, afirmou. Segundo ela, é necessário desconstruir o machismo estrutural por meio de educação, campanhas e mobilização social.

 

Um dos anúncios feitos durante a entrevista foi a implantação da Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal, prevista para março de 2026. Paula afirmou que o espaço oferecerá acolhimento, escuta, orientação jurídica e direcionamento das mulheres que procurarem o Legislativo. “Nós teremos lá o acolhimento, a escuta, a orientação jurídica e o direcionamento dessas mulheres que procurarem a Câmara Municipal de Cuiabá”, disse. Ela informou que a vereadora Maria Avalone será a procuradora responsável.

 

No campo administrativo, Paula detalhou que a Câmara passa por reforma estrutural. Segundo ela, o prédio é antigo e enfrenta problemas graves, como falhas no telhado e na parte elétrica. A presidente afirmou que, ao assumir em 2025, a instituição já tinha um TAC do Ministério Público do Trabalho que precisava ser cumprido. “No início do ano a gente assinou e aí nós estamos passando por um processo de reforma para cumprir o TAC e trazer também algumas inovações”, relatou.

 

Ela disse ainda que a gestão realizou um planejamento estratégico interno, ouvindo servidores por meio de questionários para mapear dificuldades e necessidades. Entre os pontos levantados, destacou tecnologia e infraestrutura. A presidente afirmou que computadores antigos, de 2017, foram substituídos. “Adquirimos os computadores que já estavam obsoletos… com dificuldade para trabalhar mesmo, para dar eficiência”, explicou.

 

Em tom mais pessoal, Paula abordou um tema sensível: violência política de gênero. Ela afirmou que o problema ocorre dentro e fora do plenário e relatou que a mulher, quando ocupa espaço de poder, é frequentemente desqualificada por se posicionar com firmeza. “Se a mulher se posiciona mais firme… ela é descompensada, está de TPM. Se o homem se posiciona com um tom firme, ele é forte”, afirmou.

 

Paula disse que durante muito tempo evitou falar sobre o assunto, por receio de ser acusada de “mimimi”, mas decidiu se posicionar após vivenciar situações na prática. “Não é mimimi. É uma realidade e essa realidade precisa mudar”, declarou. Ela também criticou ataques vindos de outras mulheres. “O que me deixa mais triste é quando uma outra mulher ataca. É minar uma luta”, disse.

 

Ao final, Paula definiu o primeiro ano como uma transformação pessoal e política. Ela relatou que, no início, se sentia insegura diante da complexidade do cargo, mas que, agora, se reconhece no papel. “Se você me perguntasse em janeiro do ano passado… eu ia falar: meu Deus. Se você perguntar para mim aqui em janeiro de 2026, eu falo assim: que bom que eu estou aqui”, afirmou.

 

Com um discurso voltado ao futuro, ela disse ter “vontade incrível” de contribuir com o município e defendeu que Cuiabá precisa evoluir em áreas básicas e estratégicas. “Quero ver Cuiabá uma cidade à frente, uma cidade inteligente, não uma cidade atrasada”, declarou. Para Paula, o compromisso do mandato é que, ao fim dos quatro anos, a população perceba mudanças concretas no dia a dia. “Quero muito… que quando acabar nosso mandato, que a gente esteja entregando para a nossa cidade uma cidade melhor para se viver”, concluiu.

 

 

 

 

 

 

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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