Política
Orçamento de VG 2026 prevê cortes em obras e aumento de 286% no gabinete do vice
Política
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 enviada pela prefeita Flávia Moretti (PL) à Câmara Municipal de Várzea Grande traz mudanças significativas na distribuição dos recursos. Enquanto algumas áreas essenciais sofrem cortes expressivos, outras registram aumentos substanciais, como o gabinete do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), que terá salto de 286%.
Cortes mais expressivos
Secretaria de Viação e Obras sofrerá o maior corte do orçamento: de R$ 525,3 milhões para R$ 299,5 milhões, uma queda de R$ 225,8 milhões (42,97%). A pasta é responsável pela pavimentação e grandes projetos de infraestrutura.
Departamento de Água e Esgoto (DAE) terá redução de quase 10%, caindo de R$ 84,7 milhões em 2025 para R$ 76,3 milhões em 2026, uma diferença de R$ 8,4 milhões. O departamento cuida do tratamento e distribuição de água e do esgotamento sanitário.
Aumentos que chamam atenção
Gabinete do vice-prefeito Tião da Zaeli registra o maior crescimento percentual: de R$ 445 mil em 2025 para R$ 1,717 milhão em 2026, um acréscimo de R$ 1,272 milhão, ou 286%. Secretaria de Comunicação terá aumento de 52,7%, saltando de R$ 10,25 milhões para R$ 15,65 milhões.
Áreas sociais com crescimento
Algumas áreas essenciais também terão aumento de recursos:
- Saúde: de R$ 348,1 milhões para R$ 419,6 milhões (+20%)
- Educação, Cultura, Esporte e Lazer: de R$ 445,6 milhões para R$ 517,4 milhões (+16,1%)
- PREVIVAG (Previdência dos Servidores): de R$ 113,3 milhões para R$ 145,4 milhões (+28,3%)
- Câmara Municipal: de R$ 31,47 milhões para R$ 38 milhões (+20,7%), com duodécimo mensal de R$ 3,16 milhões
Panorama geral
No total, o município estima receita e despesa equilibradas em R$ 2,156 bilhões, um crescimento nominal de R$ 70,5 milhões em relação a 2025 (R$ 2,086 bilhões). A receita líquida também sobe, de R$ 1,98 bilhão para R$ 2,03 bilhões, aumento de R$ 53,3 milhões.
Mato Grosso
Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria
O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.
A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.
Negociação envolve diferentes partidos
A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.
“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado
Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.
O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.
PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora
Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.
Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.
“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.
Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.
Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos
Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.
O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.
As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.
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