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Prefeita de Jaciara repudia comentário machista de vereador de Pedra Preta e cobra providências

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A prefeita de Jaciara, Andreia Wagner (PSB), divulgou nesta semana uma nota de repúdio contra a fala do vereador Gilson José de Souza (União Brasil), de Pedra Preta (MT). Durante a sessão plenária da última terça-feira (26), o parlamentar comparou a prefeita de Pedra Preta, Iraci (União Brasil) – ex-vereadora e atualmente reeleita para a chefia do Executivo municipal – a uma “cachorra viciada”. A declaração gerou indignação e protestos por parte de lideranças políticas e sociais.

 

Na manifestação, Andreia classificou a postura do vereador como “desnecessária, desrespeitosa e descabida”, destacando que o episódio fere a moral da colega gestora e atenta contra a dignidade das mulheres que ocupam cargos públicos. A prefeita afirmou ter encaminhado a nota de repúdio à Câmara Municipal de Pedra Preta, ao diretório estadual do União Brasil, à comissão União Brasil Mulher e à União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), exigindo providências e uma resposta pública.

 

Segundo Andreia Wagner, a fala de Gilson José de Souza configura quebra de decoro parlamentar e deve ser apurada com rigor. “Um vereador que comete um ato como este precisa, urgentemente, ter seu mandato cassado. É inadmissível que um parlamentar tenha esse tipo de postura. É, no mínimo, inaceitável e repugnante. Dá nojo só em assistir esse tipo de comentário. Eu senti vergonha alheia”, afirmou.

 

A prefeita ainda destacou a gravidade do episódio pelo fato de ter ocorrido em pleno Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Para Andreia, a atitude do vereador representa violência moral e expõe a persistência do machismo no ambiente político. “Como é possível, em pleno século XXI, uma pessoa esclarecida e detentora de um mandato, que deveria criar leis e políticas públicas de proteção à mulher, ser o primeiro a descarregar sua metralhadora da imoralidade e da má conduta contra uma autoridade e, o pior, uma mulher?”, questionou.

 

O caso repercute não apenas em Pedra Preta, mas também em outros municípios de Mato Grosso, e deve chegar às instâncias partidárias estaduais e às entidades representativas do legislativo municipal. Andreia Wagner encerra sua nota conclamando por respeito às mulheres na política: “Basta de violência! Mais respeito”.

 

 

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Projeto amplia acessibilidade de edifícios públicos federais

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O Projeto de Lei 1233/26, do deputado Pedro Aihara (PP-MG), amplia a acessibilidade nos edifícios públicos federais por meio de tecnologias assistivas voltadas à orientação e à localização de pessoas com deficiência e pessoas idosas em ambientes internos.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta inclui a medida no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Conforme a proposta, os edifícios públicos federais deverão dispor de sistemas de sinalização baseados em sensores de proximidade, radiofrequência ou tecnologias similares, integrados a dispositivos móveis capazes de fornecer informações de localização, audiodescrição e rotas acessíveis em tempo real.

O projeto de lei prevê ainda:

  • a utilização complementar de recursos de realidade aumentada;
  • a adoção de padrões de interoperabilidade; e
  • a observância da legislação de proteção de dados pessoais.

A implementação das medidas deverá priorizar áreas de grande circulação e locais de prestação de serviços de saúde, previdência social e assistência jurídica. As despesas decorrentes correrão à conta de dotações orçamentárias próprias, observando-se a disponibilidade financeira da União.

Autonomia
Pedro Aihara argumenta que, apesar de a legislação brasileira já tratar da acessibilidade arquitetônica, o acesso nos prédios públicos brasileiros ainda é focado em barreiras físicas, como rampas e elevadores.

A falta de sinalização dinâmica, segundo Aihara, faz com que pessoas com deficiência visual e pessoas idosas dependam da ajuda de terceiros para encontrar uma sala de audiência ou um guichê de atendimento.

O deputado esclarece ainda que os dispositivos propostos para uso nos prédios públicos são pequenos, fáceis de instalar e com baterias duradouras. “Eles emitem sinais captados por smartphones, permitindo que aplicativos de navegação forneçam audiodescrição precisa, por exemplo, se você está a 5 metros da recepção”, explica.

“O Brasil deixará de apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência e idosas para, de fato, permitir a sua autonomia”, afirma Aihara.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

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