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Vereador apresenta proposta que dificulta cassação, após retorno de Sargento Joelson e Chico 2000

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O vereador Demilson Nogueira (PP) protocolou uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica de Cuiabá para elevar o quórum necessário à cassação de parlamentares. Hoje, a perda do mandato pode ser aprovada por maioria absoluta (13 votos, em um total de 25 vereadores). A proposta exige dois terços dos votos, ou seja, 17 parlamentares.

O texto altera o artigo 20, §2º, e tem como justificativa a adequação ao Decreto-Lei nº 201/1967, que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores.

Demilson argumenta que a medida está em consonância com a Constituição Federal e não invade competência do Executivo.

O protocolo ocorreu no mesmo dia em que a Justiça autorizou o retorno de Chico 2000 (PL) ao cargo, após quatro meses afastado pela Operação Perfidia, que apura suspeita de corrupção na Câmara.

A decisão segue entendimento já aplicado ao vereador Sargento Joelson (PSB), reintegrado na semana passada por habeas corpus.

Com a volta dos dois parlamentares, os suplentes Fellipe Corrêa (PL) e Gustavo Padilha (PSB) devem deixar os cargos, mas a Câmara aguarda a comunicação oficial da Justiça para efetivar a recondução

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Vira Saúde incomoda, e audiência expõe contradições de Eraldo Fortes em Primavera do Leste

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Enquanto a Secretaria de Saúde apresenta resultados e responde aos questionamentos, vereador insiste em atacar programa que leva atendimento diretamente à população

A audiência realizada na Câmara Municipal de Primavera do Leste deixou uma coisa bastante clara: o problema de Eraldo Fortes parece não ser exatamente com a Saúde, mas com quem está conseguindo fazer a Saúde acontecer.

Durante a audiência, os questionamentos apresentados pelo vereador à secretária Laura Leandra foram respondidos. Dados, informações e resultados foram colocados à mesa. Mas, mesmo diante das explicações, Eraldo continuou direcionando críticas ao Vira Saúde — chegando ao ponto de demonstrar incômodo até mesmo com o nome do programa.

E aí fica difícil não fazer uma pergunta: o que realmente incomoda o vereador no Vira Saúde?

Se o programa leva atendimento à população, amplia o acesso a consultas e exames e apresenta resultados concretos, por que tanta resistência?

O discurso de que o Vira Saúde seria apenas uma “provocação midiática” também chama atenção. Afinal, quando existem pessoas sendo atendidas, exames sendo realizados e ações acontecendo nos bairros, reduzir tudo isso a uma estratégia de mídia parece ignorar justamente quem deveria estar no centro da discussão: a população.

E existe ainda outra contradição.

O vereador que costuma se apresentar como um grande defensor da Saúde não é presença constante nos mutirões e ações promovidas pela Secretaria. Não aparece na ponta acompanhando os atendimentos, mas aparece para questionar os resultados.

E enquanto a gestão do prefeito Sérgio Machnic amplia as ações da pasta e passa a ser reconhecida pelo trabalho realizado, Eraldo parece cada vez mais preocupado em desqualificar aquilo que está sendo construído.

Talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro incômodo.

Porque, se a população começar a reconhecer que a Saúde pode funcionar, que os atendimentos podem chegar mais perto de quem precisa e que resultados podem ser apresentados, sobra pouco espaço para quem passou anos ocupando o discurso de “defensor da Saúde” sem necessariamente entregar o mesmo resultado.

E fica a pergunta que a audiência deixou no ar: Eraldo Fortes está preocupado com quem está esperando atendimento na fila ou preocupado com quem será lembrado por melhorar a Saúde de Primavera do Leste?

Porque, no fim das contas, se o Vira Saúde está levando atendimento para quem precisa, talvez o problema não esteja no programa.

Talvez o problema seja simplesmente quem está fazendo o programa dar certo.

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