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Hospital inaugura sala de vacina e amplia proteção a recém-nascidos em Cuiabá

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O Hospital e Maternidade Femina, referência em saúde em Cuiabá, inaugurou uma sala de vacina em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova estrutura assegura que todos os bebês nascidos na unidade recebam, preferencialmente antes da alta hospitalar, as vacinas essenciais ao recém-nascido: BCG e Hepatite B.

De acordo com a pediatra e neonatologista do hospital, Fernannda Pigatto Vileta, a implantação do espaço reforça o compromisso da instituição com a assistência integral desde os primeiros momentos de vida.

“Com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, por meio do SUS, o Hospital Femina dá um importante passo para garantir a proteção aos recém-nascidos desde as primeiras horas de vida, em um ambiente climatizado e preparado para oferecer as vacinas essenciais aos bebês”, destacou a pediatra.

Ela acrescenta que, com a sala de vacina, o hospital se torna ainda mais completo, proporcionando segurança para o bebê e tranquilidade para a família. A inauguração contou com a presença do promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, representando o Ministério Público Estadual e a Promotoria de Saúde.

Ele ressaltou a importância da iniciativa para garantir equidade no atendimento, ou seja, que tanto o recém-nascido em uma unidade pública de saúde quanto aquele em um hospital particular recebam o mesmo cuidado e as mesmas vacinas.

“A sala de vacina garante que, ao menos, essas primeiras vacinas sejam administradas preferencialmente ainda no hospital, preservando a saúde e a vida do recém-nascido e dando início ao ciclo de vacinação, tão importante ao longo da vida”, afirmou o promotor.

A implantação da sala de vacina também é resultado de um acordo estratégico entre o hospital e a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, fortalecendo a integração entre a rede pública e a iniciativa privada em benefício da população.

Sobre o Hospital e Maternidade Femina

Com mais de 45 anos de atuação, o Hospital e Maternidade Femina é referência em Pediatria, Obstetrícia, Ginecologia e Pronto Atendimento em Cuiabá, com atendimento 24 horas. A unidade oferece serviços de alta complexidade, incluindo UTIs adulta, neonatal e pediátrica, além de laboratórios de análises clínicas, mantendo o compromisso com a segurança e a qualidade da assistência à saúde.

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Quando a Vida Vira Apenas Sobreviver

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A pessoa acorda, trabalha, resolve problemas, sorri quando necessário, conversa, faz comida, organiza a casa, paga contas e continua funcionando normalmente diante de todos. Quem olha de fora dificilmente percebe. Afinal, ela está “dando conta”.

Mas por dentro… já não existe presença. Apenas sobrevivência.

A vida adulta, para muitas pessoas, deixou de ser viver para se tornar sustentar estruturas. Estruturas emocionais, financeiras, familiares e sociais. Somos ensinados desde cedo que ser forte é aguentar tudo calado. Então aprendemos a suportar.

Suportamos o excesso de responsabilidade.
Suportamos a falta de reconhecimento.
Suportamos relações desequilibradas.
Suportamos o peso de cuidar de todos enquanto ninguém percebe quem está cansado.

E, aos poucos, algo dentro da gente começa a se apagar.

O mais assustador sobre o vazio emocional é que ele não chega fazendo barulho. Ele chega silenciosamente. Primeiro a pessoa para de sentir alegria verdadeira. Depois perde o interesse pelas próprias vontades. Em seguida, começa a viver no automático.

Ela sorri, mas não sente felicidade.
Descansa, mas não se recupera.
Conquista coisas, mas continua vazia.

Muitas mulheres vivem exatamente assim.

Trabalham fora, cuidam da casa, administram problemas, sustentam emocionalmente a família inteira e ainda carregam a culpa de desejar descanso. Quando tentam cuidar de si mesmas, são chamadas de exageradas, gastadeiras ou egoístas. Como se existir além da obrigação fosse um privilégio e não um direito.

A verdade é que ninguém nasceu para viver apenas servindo.

Nenhum ser humano permanece emocionalmente inteiro vivendo anos sem acolhimento, parceria, leveza ou reconhecimento. Uma alma cansada continua funcionando por muito tempo, mas deixa de florescer.

E talvez seja por isso que tantas pessoas hoje não se sentem tristes exatamente. Sentem-se vazias.

Não porque sejam fracas.
Mas porque passaram tempo demais sobrevivendo.

Ainda assim, existe esperança em reconhecer isso.

Porque o primeiro passo para voltar a viver é admitir que alguma coisa dentro da gente precisa de cuidado. É entender que descanso não é preguiça. Que querer paz não é egoísmo. Que desejar ser amado, ouvido e valorizado não é carência — é necessidade humana.

Talvez a cura não aconteça de uma vez. Talvez ela comece devagar, em pequenos movimentos:
em uma conversa honesta,
em um limite imposto,
em um momento de silêncio,
em um pedido de ajuda,
ou simplesmente na decisão de não abandonar mais a si mesmo.

No fim, sobreviver não pode ser o destino final de ninguém.

Todos merecem mais do que apenas existir.

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