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Tom Cruise receberá Oscar Honorário pelo conjunto da obra

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou por meio de sua página oficial no Instagram que o ator e produtor Tom Cruise está entre os profissionais de cinema que receberão um Oscar Honorário.

O ator norte-americano tem mais de 40 anos de carreira; é um dos maiores campeões de bilheteria da história do cinema; e possui 3 indicações ao Oscar como intérprete, será homenageado pelo conjunto da obra. Cruise nunca ganhou a estatueta dourada.

Além de Tom Cruise, a atriz, produtora e coreógrafa Debbie Allen e o designer de produção Wynn Thomas também foram anunciados como artistas que receberão o troféu especial.

A atriz e lenda da música country americana, Dolly Parton, também receberá o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, por suas ações de filantropia ligadas à educação infantil em todo o mundo.

Os homenageados receberão seus Oscars Honorários na cerimônia do Governors Awards 2025, que terá sua 16ª edição no dia 16 de novembro, em Los Angeles, na Califórnia. O evento é uma cerimônia paralela ao Oscar dedicada a reconhecer carreiras e contribuições de profissionais para o cinema. Antigamente essas homenagens aconteciam dentro da própria cerimônia do Oscar. 


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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