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João Pessoa celebra 440 anos com diversas atrações culturais

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A cidade de João Pessoa vai completar aniversário no próximo dia 5 de agosto, mas as celebrações pelos 440 anos da capital paraibana já começaram.

Dentro das celebrações religiosas e culturais, começou nesse domingo (27) a tradicional Festa das Neves, no Polo Parque Solon de Lucena com vários shows evangélicos e católicos, para festejar a padroeira da capital. A partir desta segunda-feira (28), haverá uma mistura de ritmos nos espetáculos realizados ao longo da semana no Palco Lagoa, passando pelo forró, brega, axé, samba e gospel.

O Parque também abriga o Palco Cultura Popular, que entre os dias 3 e 5 de agosto vai receber grupos de referência do folclore paraibano como o Cavalo Marinho do Mestre Zequinha, Cavalo Marinho Infantil Sementes João do Boi, Cortejo do Maracastelo, Nau Catarineta e o Grupo folclórico Catarina. As apresentações começam a partir das 17h. Próximo ao palco, no monumento “Pedra do Reino”,  funciona a Feira do Cordel, que está recebendo músicos, poetas e cordelistas da Paraíba. A programação inclui declamações, música, exposição de cordéis, venda de produtos artesanais da cadeia produtiva do cordel como xilogravura, trabalhos em madeira e artesanatos.

Fora do Parque Solon de Lucena, a Casa da Pólvora, a Galeria Casarão 34 e o Hotel Globo estão com exposições abertas com obras de artistas paraibanos que celebram a cidade conhecida como “Porta do Sol”. 

O encerramento das festividades está marcado para acontecer no Polo Busto de Tamandaré, na orla de Cabo Branco, onde será montado o palco para o show do cantor Roberto Carlos, no dia 5 de agosto, data oficial do aniversário de João Pessoa. A expectativa dos organizadores é que cerca de 400 mil pessoas participem do “parabéns a você” coletivo, marcado para começar às 21h.

A programação completa dos festejos pelos 440 anos de João Pessoa está disponível no site e redes sociais da Prefeitura.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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