Cuiabá

Bem-Estar Animal reforça para Associação dos Municípios necessidade de políticas estruturadas

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Cuiabá

A Diretoria de Bem-Estar Animal se reuniu nesta semana com representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para discutir pautas urgentes, entre elas a necessidade de que os municípios passem a contar com estruturas específicas voltadas à causa animal, conforme recomendação do Ministério Público.

Cuiabá é referência para as demais cidades do Estado por executar ações concretas por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal.

O encontro foi considerado um passo importante rumo à construção de uma nova abordagem política e social para a causa animal nos municípios mato-grossenses.

Dos 142 municípios do Estado, 73 foram notificados pelo Ministério Público, o que motivou a AMM a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela capital.

Mais do que atender a obrigações legais, o debate sinalizou o reconhecimento crescente de que o cuidado com os animais impacta diretamente na saúde pública, na dignidade dos tutores e no respeito à vida.

Durante a reunião, a diretora de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, apresentou um panorama realista sobre a evolução de Cuiabá na área, destacando tanto os avanços recentes quanto os desafios estruturais enfrentados ao longo do tempo.

O objetivo foi compartilhar aprendizados e reforçar a importância de iniciar a implementação com clareza jurídica, planejamento institucional e definição prévia sobre pontos críticos, como a existência de um canil municipal ou parcerias para abrigar os animais de forma temporária até a adoção.

A troca de experiências foi fundamental para oferecer aos demais municípios uma base mais sólida na construção de suas próprias estruturas. Como desdobramento, os representantes de Cuiabá se colocaram à disposição para fornecer mais detalhes aos gestores interessados em desenvolver políticas de Bem-Estar Animal semelhantes às da capital.

“Nosso objetivo é contribuir para que Cuiabá se torne uma referência para outros municípios que desejam estruturar suas ações com responsabilidade, empatia e visão de futuro. Estamos trabalhando para isso, e quem ganha são nossos pets”, frisou Morgana.

Participaram da reunião o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, e a gerente de Apoio à Agricultura Familiar da AMM, Natacha de Carvalho Luiz.

#PraCegoVer

A foto mostra os participantes durante a reunião no gabinete do secretário de Agricultura, Vicente Falcão. Todos estão acomodados em volta de uma mesa de reunião.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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