Várzea Grande
Agosto Dourado tem início com manhã de acolhimento, trocas e incentivo à amamentação
Várzea Grande
Campanha segue em outras unidades de saúde do Município, reforçando o compromisso da atual gestão com a saúde materno-infantil e o direito de toda criança a um começo de vida saudáv
Em um gesto de amor, cuidado e compromisso com a saúde das mamães e bebês. A equipe do Programa Saúde da Criança e Adolescente, da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, deu início nesta quarta-feira, 6 de agosto, às ações da campanha Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno.
A primeira unidade a realizar as atividades foi a Unidade de Saúde da Família do bairro 24 de Dezembro, que foi transformada em um verdadeiro espaço de acolhimento, aprendizado e escuta. Desde as primeiras horas da manhã, a equipe da unidade – formada por médicos, enfermeiros, dentista e agentes comunitários- se mobilizou para proporcionar um momento especial às gestantes e puérperas da região.
A recepção da unidade foi toda decorada com balões nas cores da campanha: dourado e branco, e foi oferecido um delicioso café da manhã regado de sorteios de brindes e uma roda de conversa repleta de troca de experiências. Durante o encontro, foram abordados temas fundamentais, como a pega correta na hora da mamada, a importância do leite materno nos primeiros meses de vida e cuidados com o bebê após a amamentação, como o tempo necessário para o bebê arrotar e como lidar com episódios de refluxo.
Durante as orientações do médico e da dentista da unidade, a responsável técnica da do Programa Saúde da Criança e Adolescente, Steffany Carneiro, também compartilhou sua própria experiência como mãe jovem. Com sensibilidade, ela relembrou os desafios da amamentação e contou como o aleitamento foi essencial no desenvolvimento saudável de seus filhos, que enfrentaram refluxo nos primeiros meses de vida. “A maternidade transforma, ensina e fortalece. E amamentar é um ato de amor que alimenta o corpo e o vínculo com o bebê. Poder falar sobre isso com outras mulheres e falar da importância de uma rede de apoio gratificante, até porque, nós da saúde, estamos aqui para orientá-las”, disse Steffany.
A campanha do Agosto Dourado segue em outras unidades de saúde do Município, reforçando o compromisso da atual gestão com a saúde materno-infantil e o direito de toda criança a um começo de vida saudável.
Segue a programação:
USF Capão Grande – 07/08, às 14h
USF Marajoara – 13/08, às 13h
USF Ouro Verde – 15/08, às 7h45
USF Parque do Lago – 15/08
USF Construmat – 19/08, às 8h30
USF São Mateus – 20/08, às 8h
USF Santa Isabel – 20/08, às 14h
USF Souza Lima – 20/08, às 8h
USF Água Limpa – 21/08, às 7h
Maringá 1 – 22/08, às 8h
USF Cohab Cristo Rei – 25/08, às 13h
USF Passagem da Conceição – 27/08, às 8h
USF Manga – 27/08, às 8h
AGOSTO DOURADO – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno é exclusivo até os seis meses de idade e de forma complementar até os dois anos ou mais, e pode salvar mais de 820 mil crianças menores de cinco anos por ano em todo o mundo.
A iniciativa do Agosto Dourado também busca combater a desinformação e incentivar a criação de ambientes favoráveis à amamentação – seja em casa, no trabalho ou em espaços públicos. O apoio da família, dos profissionais de saúde e da sociedade como um todo é essencial para que mais mães se sintam seguras e confiantes em amamentar.
O aleitamento materno salva vidas, fortalece vínculos e constrói um futuro mais saudável para todos. Apoiar essa causa é um dever coletivo.
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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