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Pelourinho recebe a maior festa literária da Bahia

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Livros, música e arte tomam conta do Pelourinho: começou a Flipelô, a maior festa literária da Bahia. O evento, no Centro Histórico de Salvador, oferece programação gratuita até domingo (10).

Em sua 9ª edição, a Festa Literária Internacional do Pelourinho homenageia o dramaturgo, romancista e teatrólogo baiano Dias Gomes. A programação reúne autores, artistas e público em bate-papos, lançamentos de livros, apresentações musicais, batalhas de desenho, desfiles e outras atividades.

No Largo Tereza Batista, a literatura é destaque com debates, mesas temáticas e lançamentos de autores como Thalita Rebouças, Lázaro Ramos, Raphael Montes, Rosane Svartman e Helô D’Angelo, além de nomes da cena local e nacional. Já no Largo Pedro Archanjo, o projeto Raulzada traz shows gratuitos de Lula Magalhães, Aluga-se e Rafa Luz & Trio das 7.

O Largo Quincas Berro D’Água terá outras atrações musicais, como Banda Sonora Amaralina, o Baile Cultural do projeto Canjerê e Narcizinho, que fará uma apresentação especial para o Dia dos Pais.

Outro destaque é a Rota Gastronômica Amados Sabores, com 40 estabelecimentos participantes. Dentro do tema “Novela na Mesa”, eles oferecem pratos e drinks inspirados em personagens de Dias Gomes.

Neste fim de semana, 14 museus — da Praça da Sé ao Santo Antônio Além do Carmo — também terão atividades e estarão abertos ao público.

A organização espera atrair cerca de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento. A programação completa está disponível aqui.

Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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