Várzea Grande
Prefeitura valoriza servidores da limpeza urbana com melhorias nas condições de trabalho
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, tem intensificado ações de limpeza e manutenção em diversos bairros, ruas e avenidas do município. O trabalho inclui roçagem, capinação, retirada de bolsões de lixo, poda de árvores, pintura de meio-fio, manutenção e instalação de sinalização viária, ajustes em semáforos, implantação de quebra-molas e melhorias na iluminação pública.
Além de cuidar da infraestrutura urbana, a gestão também volta o olhar para quem faz esse serviço acontecer: os servidores e colaboradores responsáveis pela limpeza da cidade. Pela primeira vez, banheiros químicos estão sendo instalados nos pontos de execução das atividades, garantindo mais dignidade e melhores condições de trabalho para esses profissionais.
A prefeita Flávia Moretti destacou que a medida representa um gesto de valorização humana.
“Nosso compromisso não é apenas com a cidade limpa e organizada, mas também com quem torna isso possível. Esses trabalhadores realizam um serviço essencial para o bem-estar da população e precisam ser respeitados, acolhidos e valorizados. Ao levarmos banheiros químicos aos locais de serviço, estamos oferecendo mais conforto e dignidade, para que não precisem recorrer a estabelecimentos quando houver necessidade. É um passo simples, mas de grande significado humano”, disse.
A valorização dos profissionais da limpeza urbana reforça o caráter essencial do trabalho desenvolvido diariamente, que muitas vezes passa despercebido, mas que garante qualidade de vida, saúde pública e o direito da população a uma cidade mais organizada.
Com ações que unem infraestrutura e cuidado com as pessoas, a Prefeitura de Várzea Grande demonstra que o zelo pela cidade começa pelo respeito a quem cuida dela.
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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