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Exposição de memes leva arte e crítica social ao CCBB São Paulo

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Uma exposição inteira só sobre memes para pensar arte contemporânea e crítica social.

A partir desta semana, este é o tema de uma nova mostra em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, na capital paulista.

A criatividade do brasileiro na internet ganha destaque pelas mentes criativas de mais de 190 artistas na exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”.

A montagem conta com vídeos, neons, esculturas, figurinos e quadrinhos.

Pinturas, objetos, painéis de LED, instalações sonoras e experiências interativas também ocupam os seis núcleos temáticos em todos os andares do prédio do CCBB, no centro histórico de São Paulo.

Memes como uma tecnologia social de protagonismo, memes que falam da polarização política, memes que produzem humor, paródia e comentário social. A curadoria inédita exibe memes populares e traz reflexões sobre essa linguagem que se tornou marca das redes sociais como arte e cultura digital.

Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até 13 de novembro em São Paulo. Depois segue por Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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