Várzea Grande
Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande retoma atendimentos de urgência e emergência após instabilidade na energia
Várzea Grande
O Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (PSMVG) retomou, na madrugada desta sexta-feira (05.09), os atendimentos de urgência e emergência após a instabilidade no fornecimento de energia elétrica registrada na unidade hospitalar no dia de ontem.
Durante a madrugada, cinco pacientes que haviam sido transferidos temporariamente para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), devido à instabilidade elétrica, foram readmitidos. A medida foi necessária para garantir a continuidade do tratamento e a preservação da vida dos pacientes.
Um deles, entretanto, permanece internado no HMC por recomendação médica, já que seu estado de saúde é considerado delicado e não havia segurança para realizar uma nova transferência no momento. Os demais pacientes que foram transferidos para as outras unidades hospitalares da capital, permanecerão internados até a conclusão do tratamento.
Energia restabelecida – Na tarde de ontem (04), foi instalado um gerador de energia no Pronto-Socorro Municipal, garantindo maior segurança no atendimento aos pacientes e no funcionamento dos equipamentos essenciais. O fornecimento regular de energia elétrica foi restabelecido às 17h04.
No início da noite, uma força-tarefa foi mobilizada para a instalação do novo transformador. Por volta das 20h, a instalação foi concluída e o fornecimento de energia na unidade hospitalar voltou a operar normalmente.
Com a normalização do sistema elétrico, os atendimentos de urgência e emergência voltaram a ser priorizados, garantindo assistência adequada à população e a continuidade dos serviços médicos no município.
Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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