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Ação Arte e Cultura nas Escolas de Tempo Integral está regulamentada

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A portaria que regulamenta a Ação Arte e Cultura nas Escolas de Tempo Integral foi assinada nesta segunda-feira pelos ministros da Educação, Camilo Santana, e da Cultura, Margareth Menezes durante evento na Universidade de Brasília.

Após a assinatura da portaria, também  aconteceu a convocação para os Estados apresentarem seus projetos artísticos e culturais para alunos em tempo integral no país por meio das Secretarias Estaduais de Educação e das Secretarias Estaduais de Cultura. Durante o evento, o ministro da Educação, Camilo Santana, comentou que a escola de ensino básico de tempo integral olha para o projeto de vida do aluno.  

A iniciativa chama a atenção para o diálogo sobre políticas públicas de arte e cultura nas escolas. No ano passado, os ministérios da Educação e da Cultura firmaram um acordo de cooperação técnica para promover ações conjuntas. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, falou sobre a importância de garantir o direito à arte para todo brasileiro e toda brasileira.

O evento contou ainda com debates sobre artes e cultura no ensino de tempo integral e sobre o ensino das histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras nas escolas.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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