Cultura
Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros faz 25 anos
Cultura
Com a participação de 20 mil pessoas durante sete dias de realização, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, completou 25 anos resgatando e valorizando a cultura e a memória local.

Além disso, o evento impulsionou a economia da região, como explica Juliano Basso, criador e organizador do encontro:
“O 25º encontro de culturas tradicionais da Chapada dos Veadeiros pela primeira vez no mês de setembro trouxe uma diferenciação do período do turismo, na região da Chapada dos Veadeiros, podendo assim beneficiar toda a cadeia de turismo, também da cultura, durante um período que antes não existia. Então a gente criou uma nova data onde toda a economia foi beneficiada da região”.
Programação
Cerca de 80 profissionais participaram da organização do evento, que teve uma programação com mais de 40 shows, além de apresentações, palestras e oficinas. Um dos destaques desta edição foi o Território do Brincar, que atendeu diariamente mais de 700 crianças de escolas públicas.
O encontro foi realizado pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge e a Aldeia Multiétnica, com patrocínio da Petrobras, via lei de incentivo à cultura.
Cultura
“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural
Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.
“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão.
O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.
“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”
O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.
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