Mato Grosso

Especialista em Comunicação Governamental e Marketing Político ministra 16º módulo de MBA em Gestão de Cidades

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
A aula foi conduzida pela professora Mariana Bonjour. Clique aqui para ampliar

O 16º módulo do MBA em Gestão de Cidades, promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) em parceria com a Fadisp, abordou os desafios da condução juridicamente correta e eficiente da Comunicação Governamental e do Marketing Político. A aula foi conduzida pela professora Mariana Bonjour, que destacou a necessidade de fortalecer o setor para combater notícias falsas e aproximar a sociedade do Estado.

Especialista em Ordem Jurídica e Ministério Público pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do DF Territórios e em Comunicação Governamental e Marketing Político pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Bonjour defendeu que a comunicação governamental deve tentar atingir todo tipo de público. “Por mais que estejamos em uma era digital, a gente não pode desprezar os meios tradicionais de comunicação. Tem muita gente que ainda escuta a rádio e o alcance da televisão é muito superior ao da internet, principalmente para públicos mais velhos.” 

Outro ponto de atenção ampliado pelo avanço da tecnologia da informação de acordo com a professora é a disseminação de notícias falsas e desinformação. “Por isso a necessidade de termos uma comunicação governamental o mais transparente possível e com uma boa reputação, porque assim o cidadão consegue confiar como fonte de informação primária, em vez de acreditar em qualquer notícia que circule pelas redes sociais”, pontuou.

Durante o encontro, Mariana salientou a diferenciação entre a comunicação governamental e a comunicação pessoal e o marketing político do gestor.  “É importante ter esse cuidado de não termos promoção pessoal do gestor nas redes institucionais, seja de uma prefeitura, seja de um governo, seja de uma instituição pública”, esclareceu. 

Ao longo da aula foram abordadas ainda as opções de ferramentas e canais de comunicação, estratégias e ações para tornar a comunicação governamental eficiente, e os desafios e tendências no setor. Mariana Bonjour apresentou ainda casos reais de sucesso e crise, para uma análise profunda exemplificada.

Parte da estratégia da atual gestão do TCE-MT, sob presidência do conselheiro Sérgio Ricardo, o MBA busca fortalecer a capacitação contínua de servidores e gestores públicos. Para a aluna e servidora da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan) do TCE-MT Aline Pincegher, é uma oportunidade gratificante de aprimorar o seu trabalho no órgão de controle externo. “Já estou usando o que estou aprendendo na Secretaria de Planejamento e ansiosa para concluir o curso e já botar toda a experiência em prática também”, relatou. 

O MBA tem influenciado também no desempenho do assessor parlamentar Mariozan Mota, que atua na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). “É muito importante porque traz inovações do que está acontecendo no mundo. Temos que nos capacitar para levarmos ideias aos nossos gestores e governantes, para que eles comecem a investir no que fará diferença”, disse.

A pós-graduação tem carga horária total de 360 horas, conta com 1 mil alunos e é realizada por meio da Escola Superior de Contas e conta com a coordenação do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar. 

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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