Cultura
Iphan lança “Bem Brasileiro”, plataforma que reúne acervo patrimonial
Cultura
O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vai lançar nesta quarta-feira (8) a plataforma Bem Brasileiro, que reúne em um único ambiente digital todo acervo de itens imateriais registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

O site Bem Brasileiro vai incluir a coleção de mais de dois mil itens, separados entre fotos, vídeos, documentos e publicações. A plataforma foi desenvolvida pelo Iphan em conjunto com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e o Laboratório de Inteligência de Redes da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Brasília.
Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, a proposta é aumentar a visibilidade dos bens imateriais reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan há 25 anos.
“Essa plataforma lançada agora vai facilitar o acesso das pessoas para entenderem o que são esses bens e, principalmente, para que possam se engajar na salvaguarda e na preservação dessas comunidades. Também possibilita o acesso ao território onde elas se encontram, o que pode dinamizar todo o processo de promoção do nosso patrimônio imaterial brasileiro, uma grande riqueza representada pelas pessoas.”
O site vai incluir ainda os pedidos de registros para o reconhecimento de um bem cultural, as ações de monitoramento e os projetos que o Iphan desenvolve após o reconhecimento ser feito.
Também será possível fazer buscas por diversos temas, sendo facilitado o cruzamento de pesquisas sobre temas comuns por meio de várias opções de filtros.
*Com supervisão de Roberta Lopes
Cultura
“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural
Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.
“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão.
O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.
“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”
O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.
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