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Iphan lança “Bem Brasileiro”, plataforma que reúne acervo patrimonial

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O Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vai lançar nesta quarta-feira (8) a plataforma Bem Brasileiro, que reúne em um único ambiente digital todo acervo de itens imateriais registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.

O site Bem Brasileiro vai incluir a coleção de mais de dois mil itens, separados entre fotos, vídeos, documentos e publicações. A plataforma foi desenvolvida pelo Iphan em conjunto com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e o Laboratório de Inteligência de Redes da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Brasília.

Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, a proposta é aumentar a visibilidade dos bens imateriais reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan há 25 anos.

“Essa plataforma lançada agora vai facilitar o acesso das pessoas para entenderem o que são esses bens e, principalmente, para que possam se engajar na salvaguarda e na preservação dessas comunidades. Também possibilita o acesso ao território onde elas se encontram, o que pode dinamizar todo o processo de promoção do nosso patrimônio imaterial brasileiro, uma grande riqueza representada pelas pessoas.”

O site vai incluir ainda os pedidos de registros para o reconhecimento de um bem cultural, as ações de monitoramento e os projetos que o Iphan desenvolve após o reconhecimento ser feito.

Também será possível fazer buscas por diversos temas, sendo facilitado o cruzamento de pesquisas sobre temas comuns por meio de várias opções de filtros.

*Com supervisão de Roberta Lopes


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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