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Sesp e órgãos públicos alinham últimas estratégias de segurança para o show do Guns N’ Roses

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou, nesta quinta-feira (30.10), a última reunião geral da Câmara Temática de Grandes Eventos, que definiu as estratégias de segurança para o show internacional da banda Guns N’ Roses, na Arena Pantanal, em Cuiabá. A apresentação irá ocorrer nesta sexta-feira (31) e deve reunir mais de 40 mil pessoas. 25 mil delas vem de outras cidades e estados.

A reunião contou com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Ministério Público, Juizado Especial, Procon Municipal e Prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias de Mobilidade, Segurança e Defesa Civil, além dos organizadores do evento.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Fernando Augustinho, destaca que a Câmara Temática de Grandes Eventos, vinculada ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI), busca planejar ações estratégicas de segurança em eventos com grande concentração de público, reunindo diferentes instituições e órgãos parceiros.

“Cada instituição fica ciente de suas atribuições, considerando o grande público, de mais de 40 mil pessoas, o que exige planejamento para prever eventuais demandas que possam surgir durante o evento. É importante que tudo esteja bem definido: o fluxo de pessoas, a organização dos estacionamentos, os acessos, entradas e saídas, enfim, todos os aspectos que envolvem o desenrolar desses grandes eventos. O objetivo é garantir que o público possa participar de forma segura e tranquila”, afirmou o coronel.

O diretor adjunto de Saúde do Corpo de Bombeiros, tenente coronel Jean Oliveira, explica que a instituição atua desde a preparação do evento na parte de segurança contra incêndio, pânico, até no planejamento operacional para mitigar possíveis incidentes de grande complexidade.

“Toda a preparação do Corpo de Bombeiros é feita de forma prévia e planejada, porque nós temos alguns vieses de trabalho. Um deles é a parte de segurança contra incêndio e pânico, que é realizada pelo Comando Regional, responsável pela aprovação do projeto que envolve a estrutura de segurança, arquibancadas, camarotes, estruturas temporárias e a parte de emergências, para que em situação de emergência, a evacuação seja rápida. Esse processo é feito antecipadamente, com a apresentação do projeto pela empresa produtora e a análise técnica da nossa equipe, que faz toda a avaliação e, posteriormente, aprova o projeto. A segunda fase é a vistoria, que ocorre momentos antes do evento, para garantir a segurança de toda a estrutura”, afirma.

Ainda conforme o diretor adjunto, há também o viés operacional. “Esse é um planejamento mais robusto, voltado à segurança e à prevenção durante o evento, para minimizar e mitigar a possibilidade de incidentes de grande vulto. No entanto, nenhuma prevenção é 100%, então, além do planejamento preventivo, também elaboramos o planejamento assistencial, ou seja, caso algo ocorra, o que deve ser feito?”, explica.

Oliveira ressalta que o Corpo de Bombeiros reforçou toda a sua estrutura operacional na Baixada Cuiabana, com o intuito de melhorar o atendimento diante da grande movimentação de pessoas que ocorrerá na cidade como um todo, além do fluxo nas rodovias, principalmente a Estrada da Guia (MT-010) e a Estrada de Chapada (MT-251), com o objetivo de prevenir grandes acidentes e, caso ocorram, garantir um atendimento rápido, ágil e qualificado.

Durante o evento, o Corpo de Bombeiros estará presente com toda a estrutura de resgate para realizar atendimentos pré-hospitalares, tanto em emergências clínicas quanto traumáticas, além das equipes voltadas à segurança contra incêndio e pânico.

“Estaremos com cerca de 120 militares e várias viaturas de resgate posicionadas em pontos estratégicos nas imediações da Arena Pantanal, bem como em locais estratégicos das rodovias, visando possíveis ocorrências durante o deslocamento do público que vem do interior para prestigiar o evento na capital”, finaliza o bombeiro militar.

Por parte da Polícia Militar, as ações de segurança tiveram início na segunda-feira (27), durante a montagem do palco e a chegada dos trabalhadores, e foram intensificadas na quarta-feira (29) em razão da proximidade do show e do aumento no fluxo de fãs nos arredores da Arena Pantanal.
Mais de 900 policiais militares estão empregados em ações diretas de policiamento relacionadas ao evento, sendo o maior efetivo de segurança que atuará dentro de todos os cinco shows da banda no Brasil.

Para isso, contará com efetivos do 10º Batalhão da PM e outras unidades de áreas de Cuiabá, do Quartel do Comando-Geral, Forças Táticas (dos Comandos Regionais de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão Rotam, Cavalaria (de Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde), Companhia Raio, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Batalhão de Trânsito e Patrulha Maria da Penha.

“Nós estamos focados em garantir a segurança e a tranquilidade de todos antes, durante e após o evento. Sabemos que cerca de 25 mil pessoas virão de outras cidades, além do público local de Cuiabá, que também receberá atenção especial. Por isso, estamos atuando com força máxima”, explicou o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, unidade sediada nas imediações da Arena Pantanal, tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins.

Leia também: Confira as principais informações sobre o show do Guns N’ Roses na Arena Pantanal

Polícia Militar de MT realiza maior operação de segurança da turnê da banda Guns n’ Roses no Brasil

Fonte: Governo MT – MT

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Medeiros acusa PSOL de atrasar Ferrogrão e causar prejuízos bilionários a MT

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Parlamentar alerta que a esquerda usa pautas ambientais para barrar uma obra que reduziria custos logísticos e emissões de carbono

Após anos de impasse judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a lei que viabiliza a construção da Ferrogrão, ferrovia que ligará Mato Grosso aos portos do Norte do país. Para o deputado federal Zé Medeiros (PL), a suspensão do projeto, motivada por uma ação do PSOL, custou caro a Mato Grosso e atrasou o desenvolvimento de uma das regiões mais produtivas do país.

A ferrovia projetada para ligar Sinop aos portos do Pará é considerada uma das principais obras de infraestrutura para o escoamento da produção agrícola de Mato Grosso e é vista como estratégica para o desenvolvimento socioeconômico da região. Para Medeiros, o atraso do projeto causou prejuízos bilionários ao Estado e ao país.

“A Ferrogrão deveria estar pronta ou em fase avançada de construção. É uma obra que reduz o custo do transporte, melhora o escoamento da safra, desafoga a BR-163 e aumenta a competitividade dos produtos brasileiros. Quem paga a conta desse atraso é o produtor, o caminhoneiro e o consumidor”, afirmou.

Medeiros também argumentou que os estudos do projeto apontam benefícios ambientais, com redução na emissão de carbono devido à diminuição do fluxo de caminhões nas rodovias. Para ele, a esquerda não está preocupada com o meio ambiente, mas utiliza essa pauta para penalizar o agronegócio, setor que produz riqueza, gera empregos e movimenta a economia brasileira.

O deputado questionou ainda o momento em que o STF autorizou a retomada dos estudos da ferrovia, sugerindo motivação política na decisão.

“Será que tem a ver com o ano eleitoral, como aconteceu com o fim da taxa das blusinhas? Você sabe que sim. Foram anos de atraso para uma obra estratégica. Agora, às vésperas de mais um processo eleitoral, o projeto volta a avançar. A estratégia de Lula é simples: voltar a falar da Ferrogrão para enganar os desinformados e fazer chantagem com o agro, defendendo a ideia de que, se não for reeleito, a obra nem sairá do papel”, concluiu.

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