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Projeto Raízes que Libertam incentiva doação de livros na Assembleia Legislativa

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Começou nesta semana, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Feira de Doação de Livros, do Projeto Raízes que Libertam – A Árvore do Saber e do Conhecimento.
A iniciativa é promovida pela Secretaria de Comunicação (Secom/ALMT), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Integração Social e Cidadania (SISC) e a Superintendência do Instituto Memória da ALMT.

A ação segue até o dia 28 de novembro, e durante todo o mês uma caixa de arrecadação estará disponível na entrada da Secom para que servidores, visitantes e parlamentares possam contribuir com doações de livros.

A campanha tem como propósito estimular o hábito da leitura e promover o acesso à literatura, especialmente para comunidades da zona rural, escolas cívico-militares e unidades prisionais, locais onde os exemplares serão distribuídos.

Durante a abertura da feira, nesta quarta-feira (5), a presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, destacou a relevância da iniciativa da Assembleia em integrar cultura, educação e cidadania.

“A literatura é caminho, é instrumento, é ferramenta. O leitor pode ser terapeutizado pela leitura, e quem lê também cultiva a semente da escrita. A importância desse projeto está em chamar pessoas de várias áreas — saúde, segurança e reinserção social — para ampliar o seu existir através da palavra”, afirmou a escritora.

Luciene reforçou o convite aos servidores e visitantes para participarem ativamente da ação.

“Esses livros arrecadados vão ter um novo alcance, vão ressignificar a sua própria publicação. Espero que todos os servidores da Assembleia tragam livros de casa para colaborar com o projeto Raízes que Libertam, que é uma força de poder e esperança. Essa iniciativa é a primeira luz de Natal acesa dentro da Assembleia Legislativa”, disse Luciene.

A escritora também aproveitou o evento para expor algumas de suas obras premiadas, como Saranzal, Dona e Na Pele. “Toda pessoa que faz arte precisa ser acolhida. As emendas parlamentares, por exemplo, têm sido fundamentais para garantir dignidade à classe artística mato-grossense”, completou.

Idealizadora do projeto, a servidora da Rádio Assembleia, Michelle Barbosa, contou que a ação surgiu a partir de uma experiência pessoal com a leitura e da percepção de como os livros podem mudar vidas.

“A leitura transformou a minha vida e o meu conhecimento. Pensei em fazer algo que pudesse proporcionar isso também a outras pessoas, especialmente crianças da zona rural, que muitas vezes não têm acesso à internet”, explicou.

Segundo Michelle, parte dos livros arrecadados será encaminhada a escolas cívico-rurais, instituições de ensino em Nossa Senhora da Guia e também ao sistema prisional, dentro da proposta do projeto Raízes que Libertam.

“A gente vai deixar a caixa de arrecadação na porta da Secom até o dia 28. É só chegar e depositar o livro. Depois, será feita uma triagem e a destinação dos exemplares em bom estado”, destacou.

Além de idealizar o evento, Michele está escrevendo a sua primeira obra, um livro autobiográfico que relata sua infância nas décadas de 1980 e 1990.

“Minha história fala sobre superação e sobre a importância de romper ciclos de violência e dor. Espero que meu exemplo inspire outras pessoas a não desistirem, acreditarem em si mesmas e fazerem o bem através da leitura”, contou.

Também participou da feira o escritor Luiz Renato, autor do livro Era Ele o Sabonete, que reforçou a importância de valorizar todos os agentes que fazem parte da cadeia produtiva do livro: autores, editores, livreiros e leitores.

“Se há algo que realmente liberta, é a leitura. Ela contribui para a formação do senso crítico, amplia nosso repertório e nos permite viver várias vidas dentro de uma só”, declarou.

Renato destacou ainda que ações como a “Árvore do Saber e do Conhecimento” contribuem para a construção de uma sociedade mais consciente e plural.

“Espero que essa iniciativa seja muito frutífera. A ficção tem muito a contribuir porque a realidade, muitas vezes, é mais dura do que qualquer narrativa. E ler nos ajuda a compreender melhor o mundo e fazer escolhas mais humanas”, completou o escritor.

O secretário adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, ressaltou que a proposta da campanha vai além do incentivo à leitura, promovendo também inclusão social e novas oportunidades por meio do conhecimento.

“É uma iniciativa louvável, visto que vai beneficiar nossos estudantes. A importância de ter um livro é enorme, e essa ação vai contribuir também com a ressocialização de pessoas que vão ter uma chance de conhecimento. E, o conhecimento é a chave para abrir caminhos. Então, essa iniciativa é muito louvável, e a Secom está à disposição para ajudar no que for preciso”, destacou.

Servidores e visitantes podem contribuir doando livros usados de todos os gêneros literários — infantis, romances, poesias, didáticos e paradidáticos. “Se você já leu um livro e ele te ensinou algo, permita que outra pessoa tenha essa mesma chance. O conhecimento, quando compartilhado, floresce”, concluiu Michele Barbosa.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.

Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.

Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli

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