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Polícia Civil prende homem que deixou companheira cega após violenta agressão

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde de quinta-feira (6), um homem de 40 anos por tentativa de feminicídio contra sua companheira, de 44 anos, em um sítio localizado no município de Paranaíta.

Durante uma discussão motivada por ciúmes, o suspeito desferiu dois golpes violentos no rosto da companheira. As agressões causaram lesões gravíssimas, resultando na perda total da visão de um dos olhos da mulher e comprometendo a do outro olho.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Paranaíta pelo filho, que presenciou parte do fato.

A Polícia Civil foi acionada no hospital e uma equipe da Delegacia de Paranaíta foi até o local e ouviu a vítima que, mesmo debilitada, conseguiu fornecer informações sobre o suspeito. O agressor foi encontrado escondido na propriedade rural que o casal morava.

“O suspeito tem extenso histórico criminal, incluindo passagens anteriores por lesão corporal contra mulher, tortura e ameaça, caracterizando-o como reincidente específico em crimes de violência doméstica e familiar”, contou o delegado Matheus do Prado Oliveira.

Inclusive, a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência contra o suspeito em julho deste ano afirmando que ele havia chegado embriagado em casa e, durante uma discussão, ela havia sido ameaçada e agredida com puxões de cabelo. No dia, ela também afirmou sofrer agressões físicas e verbais constantes.

“A Polícia Civil reforça que mulheres vítimas de violência doméstica podem e devem denunciar através do telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher), ou diretamente nas delegacias de polícia, e quebrar o ciclo de violência”, finalizou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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