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Várzea Grande amplia sistema semafórico e moderniza trânsito até o final do ano

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, avança no plano de modernização do trânsito com a instalação de novos semáforos e a adequação de travessias em pontos estratégicos da cidade. A medida faz parte do conjunto de ações que buscam garantir mais segurança viária, fluidez e organização do tráfego.

Desde maio, já foram implantadas cinco novas estruturas semafóricas — três travessias para pedestres e dois conjuntos para controle de veículos. As travessias foram instaladas na Avenida Mário Andreazza, no Shopping Fórmula, e na Avenida João Ponce de Arruda, em frente à Drogasil. Também foi realizada a adequação de uma travessia na Avenida Leôncio Lopes, na região da Capela do Piçarrão. Além disso, um novo semáforo completo foi implantado no cruzamento da Avenida São Gonçalo com a Avenida da Verdão.

De acordo com o coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, as intervenções seguem estudos técnicos que identificam os pontos com maior necessidade de ordenamento e segurança.

“O trabalho é todo baseado em dados de fluxo, volume de veículos e travessias de pedestres. As novas instalações melhoram a visibilidade, reduzem conflitos e proporcionam mais segurança, especialmente em regiões com alto movimento”, explicou o coordenador.

A previsão, segundo o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Ductievicz (Lucas do Chapéu do Sol), é que até dezembro mais uma estrutura seja instalada na rotatória da divisa entre Passagem da Conceição e Guarita, totalizando seis novas estruturas semafóricas implantadas em 2025.

“Estamos promovendo uma reestruturação inteligente da malha viária, priorizando a educação no trânsito e a segurança da população. Os novos semáforos garantem mais controle e organização, principalmente em áreas críticas de circulação”, destacou o secretário.

O município também segue com a retirada gradual dos radares fixos de velocidade, substituindo-os por novas sinalizações e dispositivos de controle eletrônico. Até o momento, 10 equipamentos de fiscalização foram desativados, de um total de 36 previstos. Segundo a Coordenadoria de Mobilidade, a medida já trouxe reflexos positivos: em locais como a Avenida Doutor Paraná, houve redução de 62,5% nas infrações registradas entre 2023 e 2024.

A prefeita Flávia Moretti reforçou que o investimento em mobilidade urbana é uma prioridade da gestão, com foco na melhoria da qualidade de vida e na segurança da população.

“Essas ações mostram nosso compromisso com uma cidade moderna, humana e segura. Estamos investindo em tecnologia e planejamento para garantir que Várzea Grande continue crescendo de forma ordenada e com respeito à vida”, afirmou a prefeita.

As equipes da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana continuarão monitorando o desempenho dos novos equipamentos e realizando ajustes conforme as demandas identificadas, consolidando Várzea Grande como uma cidade em movimento, que valoriza a mobilidade, a segurança e o bem-estar de todos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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