Sinop
Parque Florestal é reaberto em Sinop com foco ampliado em educação ambiental e visitação consciente
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, reabriu na manhã desta quarta-feira (19) o Parque Natural Municipal Florestal. A reabertura foi marcada pela presença de estudantes, pesquisadores e autoridades municipais. Considerado um dos principais patrimônios ambientais do município, o espaço retoma as atividades com um novo formato de funcionamento que prioriza a educação ambiental, a pesquisa científica e o turismo consciente.
Localizado entre os bairros Jardim Primavera e Jardim Violetas, o parque é reconhecido pela extensa biodiversidade e por sua importância na formação de uma consciência ambiental mais responsável entre crianças, jovens e adultos.
O novo cronograma estabelece que as terças, quartas e quintas-feiras serão reservadas exclusivamente para visitas agendadas de escolas, grupos turísticos e pesquisadores. A medida busca garantir um ambiente mais tranquilo para trilhas educativas, atividades de observação e projetos científicos. Já às sextas-feiras, sábados e domingos, o parque funcionará das 8h às 17h para o público geral.
Durante a reabertura, o vice-prefeito Paulinho Abreu destacou a importância do novo formato para promover respeito à fauna local e fortalecer a conscientização ambiental. “Nesta quarta-feira recebemos as crianças da Emei Clara Teixeira e a partir de agora será esse cronograma. Terça, quarta e quinta para estudantes, pesquisadores, visitantes de fora que agendem a sua visita e na sexta, sábado e domingo, para o público em geral trazer sua família e contemplar esse espaço”, afirmou.
O vice-prefeito reforçou a necessidade de responsabilidade ambiental durante as visitas. “É importante lembrar que nós temos que visitar o parque com respeito aos animais. Nós estamos no local deles e pedimos para a população não trazer alimentos e respeitar o espaço deles também. É importante a harmonia entre os visitantes e a população aqui do parque”, disse.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Klayton Gonçalves, também ressaltou que o novo modelo fortalece o papel do parque como um espaço dedicado à educação ambiental. “Hoje o parque reabre com esse novo formato. Um formato em que conseguimos fazer um trabalho de educação ambiental com as escolas, através das crianças, que são as sementes do nosso futuro. São dias em que essas crianças podem contemplar o parque e conhecer mais sobre as nossas riquezas com muito detalhe e atenção”, afirmou.
O secretário também comentou sobre a importância da reserva de dias específicos para pesquisa. “Também recebemos os pesquisadores, que podem fazer as suas pesquisas com tranquilidade aqui no parque. São dias em que os animais não estão eufóricos, o parque está com um movimento interessante para esse tipo de trabalho. Temos o parque nas terças, quartas e quintas-feiras direcionado também para o turismo de contemplação. Dessa forma, conseguimos receber todos os grupos”, completou.
Educação Ambiental
O primeiro dia do novo ciclo recebeu alunos da Emei Clara Teixeira, que tiveram contato direto com animais, trilhas e elementos naturais. A estudante Helena Santaella relatou que a melhor parte da experiência foi ver os macacos do Parque Florestal. “Eu gostei muito de ver os macacos. Durante a trilha, eu peguei uma pena, uma folha e duas pedras. Gostei muito de ver os números no casco da tartaruga também”, descreveu.
Outro aluno, Lucas Aluísio, também descreveu a atividade como um momento especial de descoberta. “Eu gostei da tartaruga e dos macacos. Coloquei uma semente, uma folha, uma pedra na minha bolsinha de tesouro da trilha”, disse.
Espaço de pesquisas
Também nesta quarta-feira (19), uma equipe de pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participou da reabertura com a coleta de amostras de água do parque. A professora Roselene Schneider explicou que o estudo busca identificar possíveis alterações na qualidade ambiental do local. “A coleta de hoje faz parte de um diagnóstico que nós começamos a fazer das águas do parque, dessas águas superficiais. Nós estamos tentando identificar alguma variação em relação às condições naturais. Como é um represamento, é uma condição diferenciada”, disse.
A pesquisadora também enfatizou a importância do monitoramento contínuo. “Em termos de importância, nós temos animais que dependem dessa água. O monitoramento dessa qualidade é importante para tentar entender se a qualidade de alguma forma pode afetar a vida, tanto da água quanto terrestre. E é importante para nós saber se há alguma alteração, por que essa alteração está acontecendo e se existe algum fator externo ao parque”, explicou.
Parceria
Além das atividades educativas e científicas, a reabertura do Parque Florestal contou com a presença de representantes da Sinop Energia, responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop. O entorno do parque está recebendo melhorias estruturais e uma calçada ecológica está sendo instalada com investimento de recursos provenientes de compensação ambiental da empresa
O diretor-presidente da Sinop Energia, Ramon Carvalho, destacou a parceria entre a empresa e o município. “A Sinop Energia tem sido parceira da Prefeitura de Sinop e tem apoiado na estrutura do Parque Florestal, tanto na instalação das novas placas de identificação da fauna e flora, como também com o calçamento da rua frontal para melhor acesso da população. Essas placas são importantes para promover aos visitantes mais informações sobre cada animal e sobre cada árvore. São ações da Sinop Energia em apoio ao município, principalmente em apoio ao meio ambiente e à educação, que acreditamos muito”, disse.
Público Geral
A partir desta sexta-feira (21), o Parque Florestal estará aberto para visitação do público geral, com o horário de funcionamento das 8h às 17h, sem pausa para almoço. Com o novo formato, o município espera ampliar o alcance das ações de conscientização ambiental e fortalecer o uso responsável deste importante patrimônio natural de Sinop.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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