Política
Fabinho Tardin faz balanço de mandato e fala das expectativas para 2026
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O deputado estadual Fabinho Tardin reafirmou seu compromisso com Várzea Grande, cidade onde vive há mais de três décadas. Somente em emendas parlamentares, mais de R$ 14 milhões foram destinados aos cofres do município, contemplando áreas estratégicas como saúde, educação, cultura, agricultura familiar, esporte e lazer. Outros R$ 10 milhões foram assegurados por meio de articulações com o Executivo estadual.
Na área da saúde, Fabinho teve papel decisivo na viabilização de um aparelho de ressonância magnética, que hoje atende a população no Pronto-Socorro, além da entrega de novas cadeiras odontológicas, realização de mutirões odontológicos e ampliação das cirurgias eletivas, incluindo procedimentos bariátricos. Somente para esse setor, foram destinados mais de R$ 2 milhões em recursos.
O deputado também articulou, junto ao governador Mauro Mendes, investimentos para a reforma do telhado do Pronto-Socorro, além de cobrar a construção de um novo hospital, destacando que Várzea Grande é referência regional por manter uma unidade de portas abertas que atende pacientes de todo o estado e até de fora do país.
Outra conquista considerada histórica é a construção do Instituto Médico Legal (IML) no município, prevista para 2026. A obra foi incluída no orçamento estadual após articulação do parlamentar. “Nós conseguimos inserir essa previsão no orçamento do Estado. É uma vitória para a população de Várzea Grande e uma bandeira do meu mandato que agora vai sair do papel”, afirmou.
Além dos investimentos estruturantes, o deputado também tem atuação direta em ações sociais e de fortalecimento comunitário. Durante o aniversário de Várzea Grande, uma grande ação gratuita realizada no bairro Parque do Lago garantiu mais de mil atendimentos à população, reunindo serviços de saúde, orientações jurídicas e contábeis, além da presença da Politec, do Sine e do Ganha Tempo.
Neste ano, a comemoração do Dia das Crianças, tradicionalmente realizada no bairro Asa Bela, reuniu famílias inteiras para um dia de lazer e diversão, com atividades promovidas pelo deputado. Outro destaque foi a Exposição Vale dos Dinossauros, realizada no Parque Berneck com apoio de Fabinho. Também foi realizado, de forma inédita, o primeiro Festival de Equoterapia de VG.
Além disso, foram instalados playgrounds e academias ao ar livre em diversas regiões da cidade, promovendo lazer e qualidade de vida. Iniciou o curso de corte e costura, corte de cabelo e capacitação digital para idosos em bairros periféricos dando oportunidades para diversas pessoas desenvolverem uma nova atividade aumentando a renda familiar ou levando novas perspectivas de vida.
O deputado celebrou o primeiro ano de funcionamento da extensão de seu gabinete da Assembleia Legislativa em Várzea Grande e reforçou o compromisso com a população do município. “Várzea Grande é a cidade onde eu vivo, criei raízes e construí minha história. Os recursos destinados, as obras realizadas e cada ação desenvolvida têm um propósito claro: retribuir o carinho e a confiança da população com trabalho, presença e compromisso”.
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Especialistas defendem mudança na legislação e melhoria na fiscalização para evitar fake news nas eleições
Debatedores de uma audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (1º), defenderam critérios, como a atualização da legislação, para evitar a disseminação de informações falsas na internet. O debate tratou, principalmente, das eleições de 2026.
Com foco nos riscos de desinformação e de influência das ferramentas de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, a audiência também revelou falhas nas fiscalizações dos conteúdos reproduzidos na internet e a falta de mecanismos para garantir transparência.
O debate foi sugerido pela vice-presidente do CCS, Angela Cignachi, que manifestou preocupação com desafios a serem enfrentados ao longo do pleito deste ano, especialmente após o lançamento de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, em 2022.
“Não é exagero dizer que a comunicação mudou muito de lá para cá. Embora já tenhamos passado pelas eleições municipais nesse meio tempo, é certo que as eleições de 2026 trazem desafios inéditos para a comunicação social, para a ciência política e para o direito eleitoral, porque a tecnologia, nesses últimos quatro anos, avançou em um ritmo nunca visto”, afirmou.
Angela frisou que publicações via internet passaram a atacar também o processo eleitoral e o sistema eletrônico de votação do país, “atingindo diretamente a confiabilidade e a credibilidade da urna eletrônica e da própria Justiça Eleitoral”. Na opinião da conselheira, pilares do sistema eleitoral como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de chances entre os candidatos e a soberania popular não podem ser alcançados sem uma comunicação social justa e bem regulada.
Atualização
Para o advogado Diogo Rais, especialista em direito digital, a legislação eleitoral precisa ser atualizada, já que o cenário digital apresentou mudanças profundas ao longo dos últimos anos. Segundo o debatedor, o TSE tem inovado nesse campo, ao já ter modernizado pelo menos 100 dispositivos de suas resoluções sobre o tema.
Na visão de Rais, o Congresso precisa trabalhar por normas legislativas mais atuais já que, no campo eleitoral digital, a legislação quase não mudou.
“É hora de o Congresso Nacional definir balizas mínimas normativas para as eleições na internet. Talvez uma revisão das leis, que são do tempo do Orkut, considerando o cenário atual de inteligência artificial generativa, redes sociais extremamente dinâmicas, com entrega de conteúdo, curadoria e moderação do conteúdo”, avaliou.
Diogo Rais também falou sobre a função social da propaganda eleitoral. Segundo o especialista, a propaganda eleitoral é fundamental para ajudar a renovar as representações políticas nos espaços de poder. Ele defendeu que o uso do instrumento continue sendo estimulado, mesmo num ambiente virtual cada vez mais crescente.
“Não é bobagem: é uma forma de fazer a democracia se concretizar. É com a propaganda eleitoral que alguém do povo pode chegar a se eleger.”
Avanço da IA
Diretora de projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada frisou que a inteligência artificial já faz parte da “dieta informacional” dos brasileiros, sendo usada como fonte de notícia por quase 10% da população. Ela defendeu, portanto, o fortalecimento das estruturas de educação midiática e o estímulo ao jornalismo profissional como formas de garantir informações seguras no ambiente virtual.
O Aláfia Lab é um laboratório de pesquisa e inovação de Salvador (BA) focado no impacto social das tecnologias digitais, comunicação e internet. Maria Paula falou sobre uma pesquisa realizada com 1,5 mil pessoas.
“Para 9,7% delas, a principal fonte de informação são as ferramentas de IA, antes mesmo do jornal impresso, que ficou em 9,5%. Os dados também mostram que o uso dessas ferramentas é mais frequente entre pessoas jovens, de maior renda e com maior escolaridade. Entre brasileiros de 18 e 29 anos, por exemplo, 51% já utilizaram o ChatGPT, enquanto, entre pessoas com 45 anos ou mais, esse índice cai para 35%”, disse.
Ela também chamou a atenção para o aumento do uso de avatares artificiais que simulam eleitores e comentaristas políticos, por exemplo, observando que esses instrumentos podem piorar os índices de desinformação, pois alcançam muitas pessoas. Para a especialista, o aprofundamento do debate é essencial, “com vistas a uma solução efetiva para a questão, tanto para o pleito de 2026 quanto para as eleições futuras”.
Fiscalização limitada
Pesquisadora do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles apontou limites na fiscalização da publicidade em ambiente virtual no país. Ela frisou a ocorrência de veiculação de conteúdos na internet sem a devida transparência, bem como fraudes encontradas em anúncios difundidos por meio de ferramentas de inteligência artificial.
Para Débora, as eleições de 2026 enfrentam desafios significativos, especialmente quanto à possibilidade de publicidade fraudulenta, às dificuldades de fiscalização das modulações de conteúdos e um acesso ineficiente da população a dados oficiais e seguros.
“Como a fiscalização da publicidade online é limitada, a gente vê a criação de um mercado paralelo de publicidade político-eleitoral nessas plataformas, que operam sem garantias de isonomia, sem garantia de transparência e sem respeito às normas locais”.
Já o presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffman, salientou que as eleições são vistas muitas vezes como ferramenta comercial, “sem compromisso com a verdade ou com a natureza da atividade”. Para o convidado, é importante a sociedade ter em mente que comunicação demanda tempo e empenho para gerar voto consciente.
“Estamos aqui para mostrar e reafirmar que fazemos parte da solução quando o assunto é eleições livres, participação popular e fortalecimento da democracia.”
Ambiente complexo
O debate foi conduzido pela presidente do CCS, Patrícia Blanco, que reforçou os desafios impostos ao longo dos últimos quatro anos pelo crescimento indiscriminado do uso das ferramentas de inteligência artificial. Ela adiantou que o conselho fará outra audiência pública sobre o assunto em julho.
Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado
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