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Prefeitura de Sinop intensifica ações de combate e rastreio da hanseníase durante o Janeiro Roxo

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, promove diversas ações de rastreio e combate à hanseníase durante o “Janeiro Roxo” — campanha nacional de combate e rastreio da doença. As ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. Neste ano, as ações contemplam também a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Entre os dias 15 e 17 deste mês, a equipe médica, composta por dois médicos especialistas no combate e diagnóstico da doença, realizará o matriciamento entre o Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose (CRHT) e a Unidade Básica de Saúde Palmeiras. O mesmo trabalho acontecerá com as equipes médicas das UBSs Violetas (Marilene Freitas Cervantes) e Jacarandás, entre os dias 29 e 31.

O matriciamento é uma estratégia utilizada, em especial, no Sistema Único de Saúde (SUS), com o intuito de promover a produção de saúde compartilhada, tendo como objetivo ampliar o cuidado integral e resolver problemas de forma colaborativa. A técnica busca reduzir a fragmentação do atendimento e evitar o encaminhamento desnecessário de pacientes para outros setores. “O foco desse serviço é a troca de saberes e o desenvolvimento da técnica pedagógico-terapêutica, para fortalecer a capacidade de cuidado da equipe de referência”, comentou o coordenador do CRHT, Márcio Henrique de Souza.

Nos dias 26 e 27, a Secretaria promoverá a qualificação profissional em todas as UBSs que possuírem enfermeiros e técnicos de enfermagem recém-admitidos na rede de Atenção Primária à Saúde. A ação visa capacitar os profissionais recém-chegados com conhecimento técnico e promover a sensibilização da rede sobre a doença. “A preocupação é sempre buscar agilidade no atendimento, principalmente no diagnóstico, e oferecer, cada vez mais, qualidade nos serviços à sociedade”, afirmou.

Independentemente dos dias programados para ações específicas, toda a população poderá buscar o primeiro atendimento nas unidades de saúde de referência do bairro, como forma de rastreio da doença. Márcio ressalta que o município de Sinop e o estado de Mato Grosso são considerados regiões hiperendêmicas e prioritárias no controle da hanseníase no Brasil. Em 2025, Sinop notificou 354 casos.

“O estado de Mato Grosso possui hoje a maior taxa de detecção de hanseníase do país e do Centro-Oeste. Em 2023, o estado foi responsável por 20% de todos os novos diagnósticos do país, uma taxa elevada. Somente em 2025, Sinop detectou 226 novos casos e realizou o retratamento de mais 128 pacientes. Por isso, é importante que, não apenas em janeiro — mês de conscientização —, mas durante todo o ano, os pacientes procurem atendimento para verificar se manchas que surgiram no corpo ou quadros de dormência estão relacionados à doença”, destacou.

Os principais sintomas da doença, em estágio inicial, são formigamento, dormência, dor tipo choque — especialmente no período noturno — e lesões na pele com alteração de sensibilidade. Pacientes que mantêm ou mantiveram contato, nos últimos cinco anos, com pessoas diagnosticadas com a doença devem, obrigatoriamente, buscar atendimento e realizar exames de rastreio. A hanseníase é uma doença grave, que pode deixar sequelas, mas possui tratamento.

Atualmente, no município, 486 pessoas mantêm tratamento regularmente pelo SUS. A dispensação de medicamentos e o acompanhamento do tratamento são realizados pelo Centro de Referência em Hanseníase e Tuberculose (CRHT), localizado na Rua das Andirobas, nº 124, Setor Comercial, anexo ao Centro de Reabilitação (CER) e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s).

Prefeitura de Sinop

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

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